Sintonia fina na peste

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A tentativa de derrubada do presidente Jair Bolsonaro aproveitando a devastação causada pela pandemia do coronavírus, arquitetada por um grupo de governadores, prefeitos, políticos, magistrados e parte da mídia, fracassou indicando que a esquerda não voltará ao poder mediante um golpe nas instituições democráticas e nos anseios da população.

Não vai adiantar plantar notícias falsas nas redes sociais sobre renúncia ou impeachment de Bolsonaro, pois ele é um homem obstinado que tem no Brasil, na família, nas instituições democráticas, no povo e em Deus a própria razão de viver. Se precisar vai para o sacrifício e já deu prova disso, quando foi covardemente esfaqueado em plena luz do dia em  via pública e quase morreu durante a campanha eleitoral.

A pregação em torno de um suposto isolamento de Bolsonaro não encontra o menor respaldo, bastando aos mais afoitos a simples leitura dos pronunciamentos dos ministros militares por ocasião da passagem do 56º aniversário da revolução de 31 de março de 1964 para ver que o Palácio do Planalto age em sintonia fina com o pensamento das Forças Armadas.

Obviamente, a frente dos corruptos e espertalhões que está se insurgindo contra o governo federal neste momento com apoio da mídia manipuladora liderada pela TV Globo não vai desistir de distorcer certos dados da realidade e de plantar fake news para disseminar o pânico e a histeria. Aí se inclui a tentativa de processar o presidente do ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve arquivado pela Procuradoria-Geral da República o pedido de abertura de notícia-crime protocolado  por um petista mineiro.

Um dos mandamentos dos comunistas é insistir na mentira. Insistir tanto quanto puder faz parte desse joguinho sujo dos oportunistas e nisso eles são experts. Exatamente, a partir daí entram em ação os militares com seu know how em desativar as minas que estão sendo colocadas no caminho de Bolsonaro, para tentar sua indisposição frente aos seus ministros e auxiliares e ao próprio eleitorado que o elegeu.

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O certo é que Bolsonaro é um homem destemido e experiente, pode ter seus arroubos ou nem sabe escolher as melhores palavras para falar à nação, do que se aproveitam os canalhas de plantão dispostos a devolver o Brasil às mãos dos corruptos que tanto nos atormentaram em mais de três décadas. Eles contam com o apoio até da representação diplomática chinesa, pois o governo comunista de Pequim está de olho na bagunça para tirar proveito, comprando na bacia das almas nossas matérias-primas.

Neste contexto fez todo sentido o pronunciamento em rede nacional de rádio e TV do presidente no qual afirmou que a pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19) é o “maior desafio da nossa geração”. Bolsonaro voltou a enfatizar a necessidade de se implementar medidas para a preservação de empregos, no que está absolutamente certo.

“O efeito colateral das medidas de combate ao coronavírus não pode ser pior do que a própria doença. A minha obrigação como presidente vai para além dos próximos meses. Preparar o Brasil para a sua retomada, reorganizar nossa economia e mobilizar todos os nossos recursos e energia para tornar o Brasil ainda mais forte após a pandemia.”

Para quase todos, não há memória de acontecimento desse tipo, ao menos com tal alcance; a geração atual nunca viu nada parecido, acrescentou o presidente em seu pronunciamento. Isso não significa que Bolsonaro tenha recuado no desejo de ver a roda da economia voltar a girar impulsionada pelo braço forte daqueles que podem trabalhar e inexplicavelmente vêm sendo mantidos cativos por alguns governadores e prefeitos dentro de suas casas.

A desarticulação dos meios de produção e das empresas em geral tende a ser algo impossível de mensurar, mais difícil ainda quanto durar a paralisia total em nome do combate a Covid-19. O alcance da medida é devastador: restaurantes, fábricas, empresas de serviços, consultorias e escritórios profissionais estão fechados. Em consequência, veem seus recebimentos serem suspensos, não raro sem previsão futura de pagamento, ou os têm em patamares mínimos.

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Estão ameaçados de, simplesmente, não ter dinheiro em caixa e, para piorar, bancos, naturalmente receosos, estão a diminuir linhas de crédito e a aumentar as taxas de risco embutidas ou pedir reforço de garantias. Muitos fornecedores veem-se compelidos a vender somente à vista. Ademais, já há falta de estoques. É um desafio extraordinário a exigir medidas extraordinárias.

Conforme levantamentos oficiais, há no Brasil mais de 19 milhões de empresas ativas das quais 13,8 milhões são micro e pequenas empresas. Existem ainda as microempresas individuais (MEI), que somam mais de oito milhões. Juntas elas geram cerca de 70% do PIB brasileiro. Esses empresários caracterizam-se por baixa capitalização, mínimo capital de giro e vivem do crédito para comprar as mercadorias e insumos. No setor de serviços a situação é pior ainda, por notória ausência de emprego de capital, vivendo basicamente do mínimo capital e do giro do negócio.

Todos esses empresários estão no dilema: sobreviver. E sobreviver significa pagar as despesas imediatas, como fornecedores, despesas da instalação e do funcionamento (luz, água, manutenção de equipamentos etc.), bem como do pessoal. Sem isso, a empresa morre. Atrás delas há seres humanos e suas famílias que vão ficar vagando sem rumo, pois delas tiram sua subsistência. Em virtude dessa quadro de sacrifícios, em breve não terão como pagar impostos, enquanto as atividades não forem retomadas para gerar receita, obviamente obedecendo medidas de distanciamento social.

É isso que tem pregado o presidente, que enxerga longe e não quer ver o pandemônio instalar-se. A menos que a disposição dos governadores não seja apenas combater o coronavírus, mas simplesmente plantar o caos para derrubá-lo, o que se vislumbra de forma cada vez mais clara. A crise está tão profunda, que até a produção de petróleo pela Petrobras começou a ser reduzida.

Já não há como pagar’ ISS, ICMS, IPI e outros tributos, tanto que o governador Romeu Zema está desesperado pois não têm a menor ideia do que fazer com milhares de servidores e pensionistas do Estado, que ficarão sem um tostão no bolso. Minas depende dos impostos de algumas grandes empresas, como Vale, CSN, Usiminas, Gerdau e Fiat, que estão com suas atividades paralisadas ou semi-paralisadas, como a montadora de Betim. A receita terá uma queda de quase R$ 8 bilhões.

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Se temos a missão de salvar vidas, temos também a missão de salvar os empregos, tem dito e repetido Bolsonaro, ciente de que os mais pobres serão os mais penalizados como citou o próprio diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. Segundo ele, há muitas pessoas que têm que trabalhar todos os dias e essa população precisa ser levada em conta pelo governo. “Se fecharmos ou limitarmos movimentações, o que acontecerá com estas pessoas, que têm que trabalhar todos os dias e que têm que ganhar o pão de cada dia todos os dias?”

Neste momento grave, dos quartéis veio o grito de alerta expresso na ordem do dia do Ministério da Defesa a propósito do aniversário da revolução de 1964. “O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. O Brasil reagiu com determinação às ameaças que se formavam àquela época”, diz um trecho do texto, lembrando que as Forças Armadas, como instituições “nacionais permanentes e regulares”, cumprem missão constitucional e estão “submetidas ao regramento democrático”.

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O texto é assinado pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e pelos comandantes da Marinha, Ilques Barbosa Junior, do Exército, Edson Pujol e da Aeronáutica, Antonio Bermudez. Diz a nota que o entendimento dos fatos históricos faz sentido quando apreciados no contexto em que se encontram inseridos. Diz ainda que as Forças Armadas vêm acompanhando todas as mudanças que se processaram no país desde a anistia.

Para quem sabe ler um pingo é letra e assim é conveniente ater-se a este parágrafo final:
“A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, como instituições nacionais permanentes e regulares, continuam a cumprir sua missão constitucional e estão submetidas ao regramento democrático com o propósito de manter a paz e a estabilidade. Os países que cederam às promessas de sonhos utópicos, ainda lutam para recuperar a liberdade, a prosperidade, as desigualdades e a civilidade que rege as nações livres. O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou”. Resumindo:  não venham  que não tem.

 

Expectativa de caos

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Qualquer cidadão deveria ter o direito de escolher como pretende atravessar este período de pandemônio que se apossou do mundo momentaneamente, sem ficar subjugado a normas rígidas de conduta e total isolamento social, já que as mortes continuam se sucedendo em escala crescente no Brasil e em vários países, principalmente na Itália e na Espanha, que estão se transformando em autênticos cemitérios apesar de desertos.

Ah, se eu pudesse, sem despertar rancores e preconceitos, cantar como o célebre produtor musical e um dos mais famosos pioneiros do rock brasileiro, falecido há mais de 30 anos, o baiano Raul Seixas. Raul cantava a felicidade alheia por ter conseguido um emprego e comprar um Corcel 73, o automóvel da época que marcou toda uma geração de jovens como sinônimo de sucesso nos estudos e na profissão.

E cantava, principalmente, a vida, apesar de falecido prematuramente por uma crise de pancreatite, já que era voraz consumidor de bebidas alcóolicas e diabético: “ah, eu é que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes
esperando a morte chegar”. Pois é. Raul se foi, o coronavírus chegou mais de três décadas depois e aí está colocando todo mundo no sofá ou na cama, contaminado ou não.

Essas considerações são feitas a propósito da decisão do Facebook e Instagram, instrumentos que vieram para promover a integração e o diálogo entre os homens, mas que se transformaram em arma do capeta para controlar mentes e corações. Eles deletaram duas publicações feitas na conta do presidente Jair Bolsonaro por supostamente violar as normas da rede social.

Os tuítes foram feitos durante passeio de Bolsonaro a regiões do Distrito Federal durante a manhã de domingo, quando cometeu o “crime” de conversar com apoiadores e vendedores de churrasquinhos na rua e defendeu a reabertura do comércio.

presidente

Quem garante que todos que defendem a transformação das cidades brasileiras em desertos urbanos estão certíssimos da eficácia dessa medida como forma de reduzir a propagação do vírus. Muitos infectologistas como Osmar Terra, por exemplo, acham que isso não resolve nada, pois a praga já está disseminada na maioria da população. E assim como surgiu, misteriosamente, vai desaparecer dentro de quatro a cinco semanas, que é o período de incubação e atuação, quando metade do povo estiver com o vírus.

“Nas favelas, morador passa fome e começa a sair às ruas”, diz manchete do jornal “Folha de S.Paulo” de domingo passado. Como tendem a não encontrar ninguém nas ruas para pedir algum trocado a fim de mitigar a fome de seus familiares, é provável que se organizem em bandos para atacar restaurantes e lanchonetes, padarias, açougues e supermercados que encontrarem abertos na expectativa de saciar o apetite.

Quando essas invasões começarem a se suceder – no início em capitais como São Paulo e Rio – onde as desigualdades sempre se mostraram mais explícitas neste imenso Brasil, vamos observar atentamente como será o comportamento da mídia. Será que a TV Globo dará tanto destaque a essa reação popular como vem dando a cobertura da Covid-19, enfocada sempre pelo seu aspecto mais trágico e nunca pelas alternativas e trabalhos em busca de pelo menos seu controle?

Essa é a indagação que se faz no momento em que a censura começa pelo presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo com seu jeitão estabanado de falar ao povo, não perdeu o fio da meada e vem alertando para o risco do caos social, que desembocaria no fim do regime democrático conquistado a duras penas em 1985, com a devolução do poder aos civis pelos militares em eleição indireta no Congresso Nacional. Quem viveu aquele período sabe avaliar a gravidade de tudo isso.

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Bolsonaro estaria cogitando baixar um decreto para permitir que todas as profissões voltem a trabalhar e tem sido crítico das medidas restritivas impostas por governadores em alguns Estados em razão da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, a paralisação de comércio e da circulação de pessoas causará um grande impacto na economia, o que pode levar a uma onda de desemprego e falta de sustento para trabalhadores informais.

Isso já está acontecendo. Até mesmo uma postagem antiga do oncologista Drauzio Varella compartilhada nas redes sociais por um filho do presidente foi objeto de censura. A justificativa: a plataforma conta agora com medidas que preveem a exclusão de conteúdos que neguem ou distorçam orientações dos órgãos de saúde em relação ao combate e prevenção ao novo coronavírus.

As publicações deletadas pelo Twitter foram feitas enquanto o presidente visitava áreas de Brasília em descumprimento às normas de aglomeração de pessoas. Em uma das imagens, o presidente conversava com um vendedor de churrasquinho em Taguatinga, no Distrito Federal. “Eu tenho conversado com o povo e eles querem trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo. Vamos tomar cuidado, maior de 65 (anos) fica em casa”, disse.

Além de defender a volta da população ao trabalho, o que contrariaria as orientações do Ministério da Saúde, o presidente diz, no vídeo, que um medicamento usado para malária, produzido no Brasil, “está dando certo em tudo quanto é lugar.” Num segundo vídeo apagado pelo Twitter, Bolsonaro aparece entrando em uma casa de carnes em Sobradinho, também na região metropolitana de Brasília.

pesquisadores

 

Ele diz que “o desemprego tem apavorado as pessoas” e diz, sem apresentar de qual estudo tirou tal informação, que o País só fica imune ao coronavírus depois que 60 a 70% for infectada. Isso é do conhecimento de qualquer infectologista, portanto não adianta fofocar em cima da verdade. Apenas um vídeo permanece online, o que mostra o presidente em um comércio em Ceilândia, acompanhado de seguranças e populares.

As novas regras do Twitter podem levar à exclusão de publicações que neguem recomendações de autoridades de saúde locais ou globais, descrição de tratamentos ou medidas de proteção ineficazes, negação de fatos científicos estabelecidos, afirmações em torno do Covid-19 que têm como objetivo manipular o debate, afirmações não verificadas que incitam as pessoas a agir ou causam pânico generalizado.

Assim como as mortes se sucedem apesar do isolamento total imposto à força pelos governadores, não há remédio com atuação comprovada contra o coronavírus e ninguém sabe quando teremos. Uma coisa é pedir a todos os que puderem que fiquem em casa, outra é determinar e censurar aqueles que, diante das prateleiras e geladeiras vazias, se rebelam e tentam sair de casa para não morrerem com a boca arreganhada cheia de dentes dentro do quarto. Morrer de fome, diga-se de passagem.

confinar

Obviamente, tal isolamento se aplica a idosos e doentes crônicos, que, infelizmente, estão mais perto do cemitério do que se possa imaginar. Qualquer um pode lembrar essa limitação da espécie humana por causa do envelhecimento, mas quando Bolsonaro lembra a nossa condição de pobres mortais em transição neste mundo é prontamente achincalhado como se tivesse cometido pecado mortal.

Há algo no ar além dos aviões de carreira. Em todo o mundo, há mais de 3,38 bilhões de pessoas em quase 80 países confinadas por decreto ou voluntariamente. E a Covid-19 não recua. Isso equivale a quase 43% da população mundial, que a ONU calcula em 7,79 bilhões de pessoas em 2020.

 

Infecção lenta

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coroninha

corona

Ao ver imagens das cidades de Nova York e Teerã com suas ruas, avenidas, shoppings e demais logradouros completamente vazias a primeira impressão é de que um ataque devastador dizimou milhões de norte-americanos e iranianos como castigo dos céus pelas juras de morte que se fazem, ameaçando a sobrevivência do homem no planeta com a bomba atômica.

Em seguida nos vem à mente as profecias, se devem ou não ser levadas a sério e se já estariam sendo cumpridas pelos excessos cometidos pela espécie humana, seja por causa da indiferença em relação a desigualdade, a fome e as doenças em vastas regiões, matando centenas de milhares de pessoas, seja por causa da orgia de uma sociedade que se extrapolou na luxúria e nos prazeres.

O fato é que nossa civilização está apoiada em pilares muito frágeis; os grandes investidores viram planos construídos em 40 anos ruírem em 40 dias de pandemia, diziam notícias do fim de semana. O poder do dinheiro de pouco vale frente à doença infernal, que agora tem o seu epicentro em Nova York, a capital financeira do mundo, onde a grana corre solta e residem os poderosos, de onde dão as diretrizes a serem observadas pelas multidões.

Não é de hoje que o cinema catástrofe vinha elaborando seus filmes  de ficção para nos alertar a respeito da destruição, ora com  grandes enchentes e tremores de terra e ora com o risco de uma guerra nuclear, que reduziria o mundo a pó, fazendo a  humanidade retroceder à idade da pedra. Não foi preciso nada disso, bastou um vírus invisível para atormentar o homem, mostrando o quão diminuto é frente as forças da natureza.

As perspectivas nunca foram tão sombrias para a humanidade, desde o famoso 1º de setembro de 1939, quando Adolf Hitler pôs suas tropas em marcha para esmagar a Polônia e detonou a segunda guerra mundial, ceifando milhões de vidas inocentes e arrasando a infraestrutura de quase todos os países europeus. Mas o coronavírus é seletivo e só pega gente, especialmente idosos acima de 65 anos, daí a suspeita de que seja um castigo divino.

Com cerca de 2 bilhões de pessoas presas em suas casas, depois dessa praga surgida na China o mundo terá de repensar seus valores éticos e morais e a forma como vai se deslocar para trabalhar, passear e viver. As grandes aglomerações tão cedo serão vistas nos metrôs, trens, teatros, bancos e restaurantes e o hábito de tocar a mão para cumprimentar, abraçar ou beijar em público será banido para sempre, a menos que a infecção tenha sido totalmente debelada e sem risco de recidiva.

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Quem sobreviver verá que poderíamos estar realmente à beira do apocalipse, já que as vovós e os vovôs nunca mais poderão acalentar seus netos no colo, trocando carícias estreitas, já que terão de manter certo distanciamento dos pequenos, pelo menos enquanto não se desenvolve vacina ou medicamento eficaz contra a peste chinesa, o que estaria longe de acontecer, embora os pesquisadores estejam debruçados dia e noite nos estudos.

A doença avança sem parar em países como Espanha, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Inglaterra e chegou ao Brasil como um presente das elites, que têm por hábito passear e gastar dinheiro lá fora, curtindo as grifes e os bons restaurantes e hotéis. Mesmo para esta gente endinheira, a recomendação do Ministério da Saúde para quem está com suspeita de infecção é a mesma: isolar-se em casa, num cômodo separado de outras pessoas.

A situação do Brasil poderia ser encarada como desesperadora se tomarmos o que vem ocorrendo lá fora e as nossas precariedades sociais. Enquanto estudos de entidades sérias como o Imperial College, de Londres, garantem que a adoção de estratégias radicais de isolamento poderiam salvar mais de 1 milhão de vidas no Brasil, como noticiou a “Folha de S.Paulo”, a pobreza extrema, a falta de saneamento básico e a precariedade das moradias são desafios para conter a expansão do vírus.

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malditos

Cerca de 31,1 milhões de brasileiros, o equivalente a 16% da população, não têm acesso a água fornecida por meio da rede geral de abastecimento e 74,2 milhões, ou 37%, vivem em áreas sem coleta de esgoto enquanto outros 5,8 milhões não têm banheiro em casa. O isolamento torna-se ainda mais difícil quando se sabe que 11,6 milhões vivem em imóveis com mais de 3 moradores por dormitório, o que é considerado adensamento excessivo.

Os números sobre condições de habitação são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outra pesquisa, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2018, também do IBGE, mostra que o país tem 13,5 milhões de pessoas na pobreza extrema, vivendo com até R$ 145,00 por mês.

Nenhum dos últimos cinco ou seis presidentes teve a sensibilidade de pelo menos tentar corrigir essas desigualdades gritantes num país que agora deseja ingressar no seleto clube dos ricos representado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) pelas mãos do presidente Donald Trump.

Pelo contrário, no caso dos três últimos governos o que se viu foi uma corrupção generalizada e o desvio de recursos para obras faraônicas como as dos estádios de futebol e hotéis de luxo, que agora sendo improvisados como hospitais. O vírus tem uma serventia importante: mostrar que vários ex-presidentes podem ser considerados criminosos.

Segundo o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, formado pelas empresas que atuam no setor do saneamento básico, Édison Carlos, é possível afirmar que a situação registrada nos últimos anos continue a mesma da época em que os dados foram coletados, ou seja, o ano de 2018, o fatídico ano em que Michel Temer concluiu o mandato petista de Dilma.

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“Temos tido um avanço, mas é muito pequeno, principalmente em relação à água tratada, cuja oferta está estagnada há mais ou menos dez anos. O que o país tem investido em água tem coberto apenas o avanço demográfico, a expansão das cidades, mas não consegue atacar o déficit”, afirma ele.

Justamente a população mais vulnerável social e economicamente é, também, a que enfrenta maior escassez de saneamento. “São pessoas que moram nas periferias das grandes cidades, em favelas, áreas de invasão, áreas rurais, no semiárido”, disse. É por isso que as autoridades do Ministério da Saúde estão simplesmente apavoradas com o que poderá acontecer nas próximas semanas, quando o vírus começar a atacar as comunidades da periferia das principais capitais.

A doença chegou no momento em que o atual governo tinha programado investimentos de R$ 100 bilhões em saneamento básico com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Agora só nos resta chorar sobre o leite derramado e tentar conter a propagação do vírus.Mas não será quebrando a economia e desempregando milhões de pais de família que isso será feito.

Na fila da morte

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Um pouco antes do fim do ano, dona Erni recebeu correspondência pedindo à dona Zilá, sua mãe, que comparecesse num posto de saúde a fim de consultar o reumatologista. Sua surpresa só não foi maior do que a indignação e aborrecimento, porque sua mãe havia falecido há 11 anos e tinha passado os últimos anos na cama, aguardando a consulta, com graves dificuldades para caminhar. A consulta, evidente, não teria o poder de evitar a morte, mas poderia adiar o sofrimento da paciente e da família.

A ficha de dona Zilá no Sistema Único de Saúde (SUS) foi encontrada em 2013, junto com outros 30 mil pedidos de consultas com especialistas, fora do sistema informatizado. No principal posto de saúde do município, o controle dos pacientes ainda é feito em fichários antigos e preenchidos a mão, como se o setor não estivesse em operação em plena era da informatização e automação, com todos seus avanços e agilidades e em condições de proporcionar um bom atendimento ao cidadão.

Nas últimas eleições, incrivelmente, outro cidadão recebeu correspondência de um deputado pedindo votos ao seu pai, pessoa muito conhecida na cidade por ter integrado a Força Expedicionária Brasileira (FEB) no Teatro de Operações de Guerra da Itália, contra o nazifascismo, em 1944. Ocorre que o pracinha já havia falecido há quase duas décadas, embora tivesse sido lembrado pelo nobre parlamentar na hora de pedir voto. Pegou mal a cartinha e serviu para demonstrar o grau de desprezo com o eleitor.

Esses são apenas dois casos que nos vem à mente e que servem para ilustrar a que ponto chega o nível de desmazelo dos políticos com a população que os elege. Daí fica claro que o excessivo zelo dos políticos neste momento de pandemia, ao atacar violentamente o presidente Jair Bolsonaro por seu pronunciamento na televisão, pedindo o abrandamento do isolamento social sob pena de levar o país à recessão, aos saques e a uma crise institucional, tem realmente objetivos eleitoreiros e vai muito além da apreensão com a propagação do coronavírus.

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Não é de hoje que o Sistema Único de Saúde (SUS) padece de um sucateamento irreversível, que resulta num atendimento precário a todos que recorrem aos hospitais e postos da rede pública para mitigar suas dores e sofrimento. Muitos morreram nos corredores e nas filas do lado de fora sem ver a cara de um médico ou enfermeiro, gemendo sozinhos e isolados, às vezes sem um parente ou acompanhante.

Segundo os dados do anuário assistencial e hospitalar, em toda rede hospitalar do país 54.760 mortes foram causadas pelos eventos adversos graves, das quais 36.170 poderiam ter sido evitadas, apenas no ano de 2018, última estatística disponível. De acordo com o superintendente executivo do anuário, Luiz Augusto Carneiro, é preciso avançar em uma agenda de transparência do setor para que os usuários possam fazer escolhas melhores.

Mas isso não interessa à Câmara dos Deputados e ao Senado, tão pouco aos magistrados da mais alta Corte de Justiça. “No Brasil, temos proporcionalmente mais eventos adversos do que outros países e, mais grave, a falta de transparência de informações de qualidade e desempenho impede a comparação entre os prestadores, o que é ruim para o sistema e para o cidadão. Nosso objetivo está em avançar em uma agenda de transparência para colaborar para as escolhas de quem usa o serviço”, disse.

Pelo visto, nos últimos dois anos não houve qualquer avanço, nem se tem notícia de qualquer iniciativa dos políticos na direção de imprimir velocidade e qualidade à assistência médico-hospitalar. Pelo contrário: ele só agem no interesse corporativista, aprovando a liberação de bilhões de reais para o fundo partidário e suas emendas individuais, desculpem a gíria, cagando e andando para a sociedade.

Estima-se que 5 milhões de mortes por ano em países de média e baixa renda sejam resultado de atendimento médico precário, de acordo com o primeiro estudo para quantificar o impacto de serviços de má qualidade em todo o mundo. O número ultrapassa as mortes por falta de acesso aos sistemas de saúde (3,6 milhões).

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Os resultados foram publicados pelo jornal científico “The Lancet”. A pesquisa foi financiada pela Fundação Bill e reuniu 30 acadêmicos, formuladores de políticas e especialistas em sistemas de saúde de 18 países, que estudaram como medir e melhorar a qualidade dos sistemas no planeta.

O estudo confirmou o drama daquela família gaúcha que foi chamada a levar a mãe à consulta 11 anos depois de seu falecimento. Embora muitos países de baixa e média renda tenham feito progressos significativos na melhoria do acesso aos serviços, o estudo mostrou que o atendimento precário é agora responsável por um número maior de mortes do que a falta de acesso.

Falta de respeito, consultas rápidas e falhas, e preconceito estão entre principais problemas listados pelos pesquisadores. Estima-se que o número total de mortes por cuidados de baixa qualidade por ano seja cinco vezes maior do que as mortes globais anuais por HIV/Aids (cerca de um milhão) e mais de três vezes maior que as mortes por diabetes (1,4 milhão).

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“O cuidado de qualidade não deve ser um privilégio da elite ou uma aspiração para um futuro distante. Deve ser o DNA de todos os sistemas de saúde”, disse a doutora Margaret E Kruk, da Universidade de Harvard. Mas isso passa longe, pois obras inacabadas e abandonadas para apodrecer ao relento são uma outra característica do descaso.

Há vários anos, por exemplo, encontram-se totalmente abandonadas as obras do Hospital Regional de Conselheiro Lafaiete, com influência sobre uma população de 300 mil pessoas, na região do Campo das Vertentes. Muito dinheiro foi jogado fora ali até que um dia o ex-governador Fernando Pimentel lançou a grave sentença: as instalações não prestam para abrigar um hospital.

De lá para cá o tempo e os vândalos estão se encarregando de por abaixo em definitivo o sonho de milhares de pessoas, já que a cidade padece cronicamente de mais leitos hospitalares. Se a peste do coronavírus não for capaz de provocar a conclusão do hospital, sensibilizando os políticos locais, aí realmente só restarão as ruínas como testemunha do pouco caso.

Segundo estimativa do estudo, no Brasil, 153 mil mortes por ano são causadas pelo atendimento de má qualidade e 51 mil por falta de acesso a atendimento de saúde. “O impacto de cuidados de má qualidade vai muito além da mortalidade, mas pode levar a sofrimento desnecessário, sintomas persistentes, perda de função e falta de confiança nas autoridades.

Outros efeitos colaterais são recursos desperdiçados e gastos catastróficos, deficiências mentais, neurológicas e respiratórias crônicas. Mas onde estão os políticos e governadores nesta hora? Eles vão simplesmente desaparecer do noticiário quando a onda do coronavírus passar, retomando a politicagem de sempre e o joguinho do faz de conta.

E tudo voltará ao normal, ou seja, ao de sempre, na catástrofe nossa de cada dia. É provável que persistam apenas os ataques a Bolsonaro por meio da mídia manipuladora. Afinal, tudo é “curpa” dele, não é mesmo moçada esquerdosa? Mas que ninguém se iluda  ou espere socorro dos políticos quando a recessão chegar e a fome bater à porta, junto com o desemprego e o recrudescimento das doenças infecto-contagiosas típicas da miséria.

 

 

O canto da sereia

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Aquilo que era apenas uma suspeita em torno do noticiário sobre o coronavírus, está se transformando em realidade, graças ao conteúdo ideológico de esquerda que vem proporcionando especulações, incluindo a palavrinha mágica do impeachment na boca da oposição como se o presidente Jair Bolsonaro fosse criminoso como vários de seus antecessores.

Do meio dos escombros da peste e dos desvios milionários de recursos públicos ainda sob investigação, eis que surge como uma serpente venenosa destilando seu ódio o ex-presidente Lula, que deveria estar em “quarentena” nas dependências da Polícia Federal em Curitiba respondendo por seus crimes.

Em conversa transmitida ao vivo em suas redes sociais com o ex-prefeito Fernando Haddad, derrotado nas urnas por Bolsonaro, Lula disse que o antigo capitão não tem ¨estatura psicológica¨ para governar o Brasil e, portanto, deve renunciar ou ¨se faz o impeachment¨.

De barriguinha cheia no conforto de seu ap em São Bernardo do Campo, Lula late e seus jumentos logo relincham e na boca de alguns deles até uma carta de renúncia já estaria pronta para ser lida em algum momento. O que eles não sabem é que Bolsonaro é o homem do improviso, a exemplo do ex-prefeito de Belo Horizonte, o empresário Marcio de Lacerda, inimigo dos discursos oficiais.

Para um ladrão acostumado a criticar magistrados da mais alta Corte de Justiça, é fácil falar e jogar pedras, cobrando atitudes que ele não teve quando no exercício do cargo, já que preferiu construir estádios recheados de propinas a ampliar a rede hospitalar do país para a Copa do Mundo.

¨Haddad, acho que ou este cidadão renuncia ou se faz o impeachment dele, alguma coisa, porque não é possível que alguém seja tão irresponsável de brincar com a vida de milhões de pessoas como ele está brincando”, disse o ex-presidente, como se tivesse ainda algum exemplo a dar a sociedade, uma vez que responde a dez processos por corrupção.

Observando o noticiário da mídia esquerdopata, Lula criticou duramente o pronunciamento de Bolsonaro no qual o presidente defendeu a flexibilização das medidas de controle ao coronavírus adotadas pelos Estados e voltou a comparar a doença a uma ¨gripezinha¨, que paralisa por completo as cidades brasileiras.

Mas os petistas não estão tão certos de que essa seria a melhor estratégia para fazer oposição neste momento. E é bom que reflitam, pois o próprio grupo de Lula barrou tentativa de correntes minoritárias de aprovar o ¨Fora Bolsonaro¨ como bandeira do partido. Até antes do pronunciamento do presidente na TV, líderes petistas avaliavam que a defesa do impeachment de Bolsonaro poderia ser interpretada como oportunismo político.

BONNER

Pelo andar da carruagem se Bolsonaro for suprimido do noticiário da TV Globo, a cobertura da pandemia tenderá a diminuir sensivelmente. Isso também fica claro frente ao diálogo entre os apresentadores do “Jornal Nacional”, cujas edições têm sido focadas integralmente na figura do presidente, único caso no mundo, que tornou-se mais importante.

O diálogo dos apresentadores é patético e indica que há um verdadeiro pandemônio na emissora do falecido doutor Roberto Marinho. Senão vejamos: “Renata, tá cansada?”, pergunta William Bonner, visivelmente estafado, à colega de bancada. “Estou”, responde a âncora do JN. Assim chegava ao fim outro dia uma edição com 1 hora e 28 minutos de duração, uma das mais longas nos 50 anos do telejornal.

É como se o mundo tivesse parado lembrando aquele filme com o sugestivo título “O dia que a Terra parou” sobre a chegada de uma nave espacial ao Central Park, em Nova York. Naquele dia, metade do tempo foi ocupada por matérias críticas ao conteúdo do pronunciamento de Jair Bolsonaro em cadeia de rádio e TV, quando ele defendeu a flexibilização do isolamento social para garantir o abastecimento da nação.

O clima entre o presidente e a Globo nunca foi bom, desde o dia em que Bolsonaro cortou as milionárias verbas oficiais de publicidade que sempre irrigaram os cofres da rede de televisão. E piorou quando Bolsonaro disse que a emissora incentiva os panelaços contra ele e produz pânico na população com sua cobertura da pandemia. A edição tão desfavorável ao presidente teve cara de desagravo do Grupo Globo, considerado por Bolsonaro seu grande “inimigo” na mídia.

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Mas estão redondamente enganados aqueles que acreditam no noticiário da mídia para formar opinião ou tomar alguma atitude na vida. Ao contrário do propalado isolamento em que ele estaria após o pronunciamento, a narrativa do presidente de que há uma “histeria” de governadores e da imprensa na condução da crise envolvendo a pandemia do novo coronavírus encontra respaldo entre integrantes do Alto Comando das Forças Armadas.

O jornal “O Estado de S.Paulo” disse que ouviu dez oficiais-generais sobre o discurso do presidente, que recebeu críticas por estar na contramão do que o mundo prega para combater o avanço da doença. Entre os generais há um consenso: o presidente errou na forma, no tom de confronto ao distribuir ataques a governadores, prefeitos, mídia, e esquecendo a razão e a ciência, mas acertou no conteúdo.

Esses militares dizem que, de fato, não é possível fechar o país, parar todas as atividades econômicas porque isso trará prejuízos irreversíveis à economia. Lembram ainda que um país, com a população essencialmente jovem, e que tem na informalidade um contingente demais de 38 milhões de autônomos, a dose exagerada do remédio poderá matar o paciente.

Outra preocupação é que esse desespero das pessoas possa levar a um caos social, inclusive com possibilidade de saques. Uma figura de linguagem usada por um desses militares dizia que se alguém leva um tiro na perna em uma guerra, não pode ficar deitado esperando ser atendido para tirar a bala, precisa continuar atacando, reagindo, para garantir sua sobrevivência.

Nas Forças Armadas, os discursos oficiais dos comandantes do Exército, general Edson Pujol, e da Marinha, almirante Ilques Barbosa, são de que o país está em uma guerra e que o momento é de “serenidade” e “firmeza”. O general Pujol fala que “talvez essa seja a missão mais importante da nossa geração”, mas avisa que a tropa tem de “manter a capacidade operacional”, ou seja, trabalhar.

Da mesma forma, o almirante Ilques pede “serenidade, para não sermos envolvidos em mensagens alarmistas quanto à realidade dessa situação”. Depois de lembrar que “já vencemos situações semelhantes e ainda piores”, se referindo a companheiros que teriam tombado, seja na Segunda Guerra Mundial, com a gripe espanhola, ou na tragédia do Haiti, entre outras, o almirante Ilques afirmou que essa situação “será superada”, e pediu que as determinações das autoridades sejam seguidas.

PUJOL

O almirante adverte que é preciso atuar com firmeza e orientar os seus “semelhantes quando percebermos que estão sendo envolvidos por mensagens, que não apontam em solução”. Os comandantes não interpretam as palavras do presidente da República. Mas os oficiais-generais estrelados que, por uma questão de disciplina não expressam abertamente suas opiniões, têm repetido que o momento é de esquecer a retórica de Bolsonaro, que está em guerra com governadores de estado e se concentrem nas ações que o governo está adotando.

Mesmo o ex-secretário de Assuntos Estratégicos, general Maynard Santa Rosa, demitido por Bolsonaro, reverbera esse sentimento dos militares, ao dizer que concorda com o presidente no discurso, mas não na forma. “Concordo que ele está certo, entendendo o clima que poderemos viver quando a economia entrar em colapso. Será um caos social, saques, problemas sérios de lei e da ordem, um clima de instabilidade terrível, sem que isso afete o coronavirus”, comentou.

O general ressalvou que, “o grande problema é encontrar o ponto de equilíbrio entre o confinamento necessário em alguns casos e a manutenção da atividade econômica. O general Santa Rosa cita ainda que “o Brasil é um continente, tem uma população jovem, que existem diferentes realidades, e que por conta da guerra política, está havendo radicalização de alguns governadores e prefeitos que não estão vendo o day after quando a economia do país implodir”. Por isso, mesmo, prega um confinamento mais seletivo.

Por isso, um aviso aos navegantes: ponham a barba de molho, criem vergonha na cara e ajudem a salvar o país dessa praga chinesa. Não ouçam o canto da sereia.

Confinamento estúpido

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Aqueles que acreditam que o isolamento total da população e o bloqueio incondicional das atividades econômicas, transformando as cidades brasileiras em autênticos desertos urbanos como se um OVNI estivesse ameaçando a sobrevivência da espécie humana, deveriam deixar um pouco de lado o noticiário alarmista da TV Globo e da mídia esquerdopata e ouvir a entrevista do infectologista Osmar Terra, que é deputado federal pelo MDB gaúcho.

Ouvido pelo conhecido jornalista Augusto Nunes, que por longos anos comandou a redação da revista Veja nos áureos tempos da Editora Abril, Osmar Terra, que foi ministro da Cidadania e é médico, teceu severas críticas às medidas de distanciamento social adotadas no Brasil em virtude da pandemia do coronavírus, que acabou virando um pandemônio na boca da mídia manipuladora interessada em disseminar o pânico para dar o golpe no presidente Jair Bolsonaro.

Como que fazendo eco à fala do ex-ministro, aqui e acolá já se levantam vozes contra o fechamento total do comércio com passeatas sendo realizadas em diferentes cidades de médio e grande portes, como Ipatinga, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Os comerciantes estão apavorados com a chegada do fim do mês e dos boletos e a perspectiva de perderem todas as economias que depositaram com a ruína de seus negócios.

As palavras esclarecedoras de um infectologista como Osmar Terra, se não servem para por um fim nesta pandemia, ajuda a dissolver o pandemônio que ameaça instalar-se no Brasil com uma onda de falências, suicídios e separações conjugais sem precedentes em virtude dessa paralisia inconsequente, que só não degringolou de vez porque os caminhoneiros, abandonados nas rodovias,  ainda não decidiram interromper o transporte de mercadorias.

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A favor do isolamento vertical, onde apenas o grupo de risco é colocado em quarentena, Terra afirmou que fechar o comércio e pedir para que as pessoas não saiam de casa “não resolve”, posicionamento diferente do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Fechando ou não o comércio, escolas, parando ônibus, o vírus tem uma velocidade. Na epidemia de H1N1, quando fechamos a escola, o surto aumentou. A curva começou a ficar mais aguda. Nós vimos que as crianças se contaminavam fora da sala de aula, brincando na rua, na praça, na casa dos amigos, vinham para casa e o pai e a mãe tinham que parar de trabalhar”, contou.

No caso de coronavírus é pior, porque elas vêm para casa e são portadoras assintomáticas”, afirmou, em entrevista exclusiva ao programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan.“Na Itália, que criou uma quarentena rigorosa depois que chegou a mais de 1.500 casos em único dia, o número de casos triplicou 12 dias depois. As pessoas se contaminavam dentro de casa. Um menino que tinha o vírus ficou fechado com a vó, o vô, as famílias italianas vivem agregadas, e isso aumentou o contágio. Explodiu. Não resolve. Nós temos que cuidar do grupo de risco e levar a vida”, completa.

Para Osmar Terra, os números brasileiros vão continuar crescendo, obedecendo a lógica das pandemias, que duram 12 semanas. O isolamento causaria dano maior ao país. “Fechar comércio, quebrar o país, por quanto tempo? Eu digo quanto tempo dura uma epidemia: 12 semanas. Com quarentena ou sem quarentena. Eu quero ver alguém que defende a quarentena fixar data. Não resolve nada. Ela não diminui um caso. Os casos vão acontecer independente da quarentena. O vírus já está nas casas, dentro das famílias”.

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Terra estima que o pico da pandemia no Brasil deve acontecer por volta da terceira semana de abril, e reforça que não é possível realizar testes em toda a população. “Está subindo, muita gente pode ficar assustada. São casos diagnosticados, não quer dizer que estão morrendo. Existem muitos mais, mas não dá para testar toda a população. Em um dia a pessoa está com o vírus, outro não. Teria que testar todo dia. Não tem como fazer isso. Tem que esperar ter algum tipo de sintoma. Os números estão dentro do previsto. Se fizer mais testes, diminui a letalidade, mas vai ficar por aí e vai ser assim até a sexta semana, até começar a cair. Termina no final de maio, começo de junho”.

Na quarentena vertical, apenas pessoas acima dos 65 anos ficam em quarentena. “O idoso deve ficar em um espaço da casa apropriado. As pessoas que se relacionarem com eles tem que lavar as mãos o tempo todo, não falar perto. Todo mundo que entrar na casa tem que deixar o sapato de fora. Passar água e sabão nos lugares que mais tocamos, como maçanetas, assim como pessoas com doenças crônicas, baixa imunidade ou transplantados. Quem tem febre ou tosse também tem que se resguardar junto com a família por 15 dias”, orientou. “As demais, lavar as mãos, manter distância, cuidados normais. Não precisa parar de funcionar. Não vai aumentar o número de casos por isso”.

O ex-ministro comparou os estragos da pandemia de covid-19 com os números da gripe H1N1 no Rio Grande do Sul, Estado que soma muitos casos por ser mais frio. “A gripe sazonal lá mata em torno de 1.200 pessoas. No Brasil, provavelmente, os casos de coronavírus sejam dessa ordem. Muito menos que o H1N1 – e não se faz quarentena”, comentou. “Nunca permiti quarentena, e me pediam. Nunca deixamos. A vida tem que continuar. Não dá pra quebrar o país por um motivo que não melhora”, defendeu.

Os impactos econômicos, como a falta de renda para o trabalhador que recebe por dia são os argumentos do deputado. “Quantos anos de recessão nós vamos ter pela frente? Os diaristas estão passando fome em casa de quarentena. Não tem sentido isso. Não tem sentido proibir ônibus, fechar shopping, não existe nenhum trabalho publicado mostrando que isso melhora alguma coisa. O vírus é uma força da natureza, ele vai contaminar. Nós temos que proteger os mais frágeis, evitar que eles peguem o vírus e garantir que eles tenham assistência médica. E nisso o ministro Mandetta está indo muito bem”.

“O isolamento tem que ser vertical. A quarentena tem que acabar logo. Tem que acabar amanhã. Deixe as pessoas decidirem se elas querem ficar em casa. Não pode impedir as empresas de funcionarem. Deixem elas decidirem”, finalizou. Terra explica que os brasileiros acima dos 50 anos não sofreram com a epidemia de H1N1, porque já haviam adquirido imunidade ao enfrentar a epidemia de gripe asiática, nos anos 50.

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Segundo ele, foi o que o presidente Bolsonaro quis dizer quando afirmou que brasileiro  “não pega nada”. “O que o presidente quis dizer é que as pessoas são infectadas, adquirem resistência e nem sabe que são infectadas. 99,6% das pessoas que forem infectadas não vão sentir nada. Só vai ficar aquela outra parte, pessoas mais sensíveis, até chegar nas pessoas mais idosas que vão evoluir e morrer”.

O fato é que a população está começando a acordar para ver que, por trás dessa parada total imposta pelos governadores, principalmente os do Rio e de São Paulo, está uma tentativa clara de levar o país à recessão para forçar a renúncia ou o impeachment de Bolsonaro. É por essas e por outras, inclusive a necessidade de sobrevivência à praga chinesa, que apoiadores do presidente começaram a fazer carreatas em várias cidades pedindo a reabertura do comércio e o fim das medidas de isolamento.

O governador Romeu Zema, que de bobo não tem nada apesar de seu ar de caipira, já anunciou que vai flexibilizar o funcionamento do comércio a partir de segunda-feira, permitindo a reabertura das lojas de vários ramos. Não dá pra continuar dentro de casa vendo a vaca ir pro brejo assistindo o noticiário da Globo, que se for proibida de pronunciar o nome do presidente verá a sua cobertura seriamente esvaziada. A última da emissora carioca é bombardear a campanha “O Brasil não pode parar”, criada pelo governo contra o isolamento decretado pelos governadores.

Em nova atualização do Ministério da Saúde, o número de mortes chegou a 92, contra 77 registradas na quinta-feira. Foram 15 óbitos contra os 20 de quinta-feira. O total de casos confirmados saiu de 2.915 para 3.417. O resultado marcou um aumento de 80% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas. Digamos: O Brasil avacalhou a curva da doença, que deveria subir diariamente, como ocorre na Europa.

A pandemia se concentra em São Paulo e Rio. O primeiro acumula 1.233 casos e o segundo 493, Ceará (282), Distrito Federal (230), Rio Grande do Sul (195) e Minas Gerais (189). Ninguém morreu em Minas mais de um mês depois, o que por si só mostra como o Brasil é um país diferente, não se justificando, portanto, que o isolamento tenha de ser nos mesmos moldes para todos os estados da Federação. O próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já se convenceu disso.

Bagunça ameaçadora

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Agora sim. Está aberto o flanco para a bagunça e o desrespeito à lei com grave risco de perturbação da ordem pública, já que os governantes não se entendem e insistem em amplificar a pandemia com ações enlouquecidas e de forte conteúdo ideológico visando a derrubada do presidente Jair Bolsonaro com apoio da mídia esquerdopata e da oposição rancorosa.

Não é piada. A balbúrdia que se prenuncia será tão grande, que até o vírus pode ficar desorientado e desistir de se espalhar pelo Brasil, onde climas e regiões são de uma diversidade sem tamanho, com ondas de frio, calor, chuvas torrenciais e enchentes ocorrendo simultaneamente ao lado de outras epidemias igualmente graves e concorrentes em letalidade, como sarampo, dengue, malária e picadas de cobras.

É isso que se pode perceber da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao acatar pedido do PDT para que estados, Distrito Federal e municípios também possam criar regras de isolamento, quarentena e restrição de transporte e trânsito em rodovias, portos e aeroportos. Já estava demorando para esse pessoal togado aparecer.

Claro que Bolsonaro acionou a Advocacia Geral da União (AGU) para tornar a liminar sem efeito e esta já recorreu à Justiça. Mas poderia, também, ter lavado as mãos e propor, pura e simplesmente, a extinção das agências reguladoras de serviços públicos de transportes terrestre, aéreo e marítimo. Essas agências perderam os objetivos para as quais foram criadas, já que foram substituídas pelos governadores.

Está na cara que o Supremo só age por impulso movido por forte conteúdo ideológico, passando por cima da legislação que rege o trabalho dessas agências, cujas atribuições estão claramente definidas. O Judiciário tomou partido dos governadores e quem perde com essa disputa idiota é o povo pagador de impostos e vítima da peste chinesa.

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Como se sabe, na última sexta-feira o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória para concentrar no governo federal o poder sobre o tema. A MP alterou uma lei de fevereiro, que previa quais ações poderiam ser tomadas durante a crise gerada pela pandemia do coronavírus. Mas o PDT considerou que as modificações propostas pela MP feriam a Constituição.

O partido argumentou que é tarefa da União, estados e municípios, em conjunto, a competência para estabelecer políticas relacionadas à saúde e que só por lei complementar, que exige maioria absoluta nas duas Casas do Congresso, é possível estabelecer regras de cooperação no tema entre União, estados e municípios.

Marco Aurélio não perdeu tempo para agir. E agiu rapidamente rejeitando o argumento de que o instrumento necessário para o tema seria uma lei complementar, mas entendendo que a competência para tratar de normas de cooperação em saúde pública é comum entre a União, estados e DF e municípios.

“Descabe a óptica no sentido de o tema somente poder ser objeto de abordagem e disciplina mediante lei de envergadura maior. Presentes urgência e necessidade de ter-se disciplina geral de abrangência nacional, há de concluir-se que, a tempo e modo, atuou o Presidente da República – Jair Bolsonaro – ao editar a Medida Provisória. O que nela se contém – repita-se à exaustão – não afasta a competência concorrente, em termos de saúde, dos Estados e Municípios”, afirmou o ministro na decisão.

Na realidade, todo esse palavratório serviu apenas para retirar a soberania das agências reguladoras de serviços essenciais e deixar que os governadores intervenham à vontade, inclusive impondo barreiras nas rodovias federais para isolar estados e municípios do resto do país. Isso poderá ser trágico ao abastecimento de gêneros de primeira necessidade e de medicamentos e ao próprio direito de ir e vir do cidadão, respaldado pela Carta de 1988.

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Haverá choro e ranger de dentes de viajantes vindos de outros países ao se depararem com aeroportos interditados por policiais militares com a proibição de voos e decolagens extrapolada da órbita da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que ficará a ver “navios” sem nada poder fazer, exceto sugerir medidas para evitar acidentes na malha aérea nacional sob comando da Infraero.

O Brasil não é essa republiqueta imaginada pelo ministro do Supremo. Em linha com Bolsonaro, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que tem feito um trabalho exemplar à frente da batalha contra a disseminação rápida da peste em território nacional, afirmou que as restrições impostas nos Estados, como fechamento de comércios, são “péssimas” para o setor de saúde.

Apesar de afirmar que não irá pedir aos governadores para afrouxarem as medidas, ele disse que alguns estão percebendo que aceleraram nas decisões e que será necessário fazer ajustes. “Tem médicos fechando consultórios. Daqui a pouco estou lá cuidando de um vírus, mas cadê o pré-natal? Cadê o cara que está fazendo a quimioterapia?. Não dá para chegar e dizer o que é essencial. Se precisar de um mecânico para consertar uma ambulância, ele é o mais essencial naquele momento”, disse.

O ministro disse ainda que medidas restritivas, como fechamento de aeroportos e rodovias, podem atrapalhar, por exemplo o funcionamento de fábricas de equipamentos médicos e suprimento de materiais, como máscaras.

Segundo o ministro, as ações precisam ser sincronizadas e não devem atender motivações políticas, como ele tem visto em alguns casos. “Tenho visto prefeitos com eleições na frente. Teve um que me ligou e falou que já tinha fechado mercearia, borracharia e açougue. Eu perguntei o porquê e ele me disse que o cara da oposição tinha dito na rádio que, se ele não fechasse, estava errado”.

Luiz Henrique Mandetta afirmou que a evolução de casos de Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus, está dentro da previsão do governo. Também ressaltou que o país é autossuficiente na produção de cloroquina, medicamento que tem sido usado em casos mais graves, e que alguns países até solicitaram o remédio para o Brasil.

Afastando outra frente de batalha que estão querendo abrir contra o presidente, o ministro também voltou a defender o sigilo dos exames de Jair Bolsonaro. Disse que os resultados cabem ao paciente e ao médico. De bem mesmo estão as numerosas comunidades, que vivem sem o amparo do poder público e praticamente à margem da lei e de gente como Marco Aurélio de Mello, que debaixo da sua toga não consegue esconder suas preferências.

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Por isso mesmo, na luta contra o coronavírus os bailes funks foram proibidos e o comércio tem que fechar as portas mais cedo, inclusive com suporte do tráfico e das milícias, que impuseram toques de recolher nas favelas do Rio de Janeiro, onde há uma grande preocupação com a disseminação da doença diante da falta de condições adequadas de higiene e da dificuldade de se manter em isolamento.

Na Cidade de Deus, comunidade da zona oeste do Rio onde moram quase 40 mil pessoas, foi registrado no fim de semana o primeiro caso de Covid-19 em uma favela da cidade. Outros 60 casos são considerados suspeitos em comunidades do Rio, que têm população de quase 2 milhões de pessoas.

Moradores de diferentes comunidades relataram, sob condição de anonimato devido à sua segurança, que tanto o tráfico de drogas quanto milícias impuseram medidas restritivas para diminuir a circulação de pessoas de forma a combater a disseminação do vírus.

À medida que o coronavírus avança pelo Brasil, a preocupação nas favelas é agravada devido à falta de saneamento básico e abastecimento de água, além do grande número de pessoas morando em casas pequenas, muitas vezes com um cômodo e sem circulação de ar. O Brasil caminha a passos largos para a balbúrdia total, se não aparecer alguém com mão de ferro para dar um basta nestes desmandos.