Na rota da reconstrução

compras.jpg

O Brasil está se preparando para voltar a crescer de forma quase imperceptível aos olhares desatenciosos da mídia e da esquerda, que neste momento estão mais preocupados em fazer oposição ao novo governo e em futricas que nada constroem, na tentativa de imprimir marcha-a-ré no processo de liberalização da economia e de renovação da administração pública.

Nesse sentido, deu certo a política de combate a inflação, que fechou 2018 em 3,75% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, dentro da meta do Banco Central, que varia de 3% a 6%, apesar da crise no abastecimento no meio do ano causada pela greve dos caminhoneiros.

Nestes primeiros 17 dias de janeiro o mercado acionário vem respondendo muito positivamente às medidas em gestação que serão postas em prática logo e a população está muito mais confiante em relação ao futuro imediato, vendo seu poder de compra melhorar junto com as perspectivas de obtenção de emprego.

O salto será dado quando o presidente Jair Bolsonaro enviar ao Congresso Nacional, possivelmente no início de fevereiro, a proposta de reforma previdenciária, que será única e abrangente para todas as categorias profissionais, exceto militares, que têm carreira própria e especificidades para desenvolverem sua missão.

O dever de casa vem sendo feito com muito cuidado e às vezes até com alguns atropelos, mas nada que signifique qualquer divisionismo irreversível entre membros da equipe. Isso tem deixado quase louca a esquerda, que não para de produzir e difundir fakes news nas redes sociais para tentar tumultuar um governo mal saído das urnas.

Mas, como se costuma dizer, vê melhor quem vê de forma isenta e a uma certa distância. Assim, um levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, para 60% dos diplomatas estrangeiros, a economia brasileira vai crescer em 2019. Apenas uma parcela de 13% do corpo diplomático disse acreditar que o desempenho econômico do Brasil será pior, enquanto 22% disseram não ter opinião e 5% não responderam.

guindaste.jpg

A entidade representativa da indústria ouviu a opinião de 40 representações do corpo diplomático estrangeiro residente em Brasília entre setembro e outubro para entender a avaliação externa sobre o cenário político e econômico brasileiro. O levantamento pode subsidiar a atuação do novo governo no desenvolvimento de parcerias internacionais no curto prazo.

Com justa razão e conforme todos estamos carecas de saber, o corpo diplomático avalia que a aprovação da reforma tributária deve ser prioridade em 2019, tendo sido indicada por 63% dos respondentes. Em seguida, destacam-se as reformas política (60%), da Previdência (55%) e trabalhista (50%).

“O diplomata estrangeiro que está em Brasília tem uma visão apurada do cenário econômico e político brasileiro. Eles avaliam que a economia brasileira vai melhorar em 2019, mas que é preciso avançar em reformas, sobretudo a tributária”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

O levantamento mostra ainda que 69% das representações diplomáticas consideram o Brasil um ator importante ou muito importante no cenário internacional. Uma parcela de 25% dos respondentes disse ser indiferente sobre a relevância do Brasil nesse cenário. Outros 3% disseram que o Brasil tem pouca importância e 3% não responderam.

Questionadas sobre se o seu país mantinha um comitê bilateral com o governo brasileiro para tratar de temas como comércio exterior e política econômica, 35% das representações diplomáticas afirmaram que possuem um comitê bilateral com o Brasil, mas que ele não é eficiente. Uma parcela de 10% disse que há um comitê e que ele é eficiente. Outros 30% disseram não haver o comitê bilateral; 15% não souberam responder e 10% não responderam.

Para 60% das embaixadas, é necessária uma atuação para estreitar as relações entre o Brasil e o seu país no que diz respeito às medidas de facilitação de comércio e à redução da burocracia nos processos de exportação e importação. Para 53% dos respondentes, esse trabalho deve priorizar a redução de impostos e a simplificação tributária nas operações de comércio exterior.

O corpo diplomático também considera que o governo deve trabalhar para negociar acordos comerciais, medida relevante para 30% dos respondentes. Uma parcela também de 30% dos ouvidos avalia que o trabalho deve enfatizar a promoção dos investimentos brasileiros no exterior e promover os negócios entre companhias brasileiras e estrangeiras.

Perguntadas sobre com qual órgão do governo  mantém uma relação mais próxima, 83% das representações diplomáticas citaram o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em seguida, destaca-se o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com 58% das respostas. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) aparece em terceiro lugar, com 33% das indicações, e o da Defesa (MD) em quarto, com 20%.

“Há uma oportunidade para o novo governo ampliar nosso diálogo com os países parceiros em áreas pouco exploradas, como desenvolvimento industrial, inovação e turismo”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI. Também entre a população, o sentimento em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro é amplamente positivo, conforme revela outra pesquisa da CNI.

O levantamento mostrou que, para 75% dos brasileiros, o presidente eleito e sua equipe estão no caminho certo. Além disso, dois em cada três brasileiros (64%) acreditam que o novo governo será ótimo ou bom. Apenas 14% dizem que será ruim ou péssimo. No que diz respeito às reformas, a edição especial do Informe Conjuntural Economia Brasileira, divulgada em dezembro, mostra que a reforma tributária, muito importante para a competitividade, pouco avançou no Congresso Nacional.

Mas a discussão avançou na sociedade, com a gradual criação de um consenso de sua necessidade e seu desenho, tendo como premissa fundamental a não elevação da carga tributária. O foco dessa reforma, na avaliação da CNI, deverá ser a adoção de um imposto unificado sobre a circulação de bens e serviços, que permita a remoção da cumulatividade, a simplificação tributária e a redução das obrigações acessórias aos contribuintes.

cintra.jpg

Em meio a esse cenário, o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, estuda medidas para reduzir os encargos trabalhistas, incluindo a incidência de tributos sobre a folha salarial de empregados. Ele citou o índice de 13 milhões de desempregados para defender um estímulo fiscal para contratações trabalhistas.

“A incidência muito pesada de tributos sobre a folha de salários é uma primeira preocupação que se coloca como um dos primeiros itens da nossa pauta. Estamos trabalhando muito nisso, como desonerar a folha de salários, como reduzir os encargos trabalhistas e fazer com que a economia brasileira gere empregos”, afirmou Cintra.

Perguntado sobre a pouca efetividade que as desonerações tributárias tiveram na geração de emprego em gestões anteriores, Cintra ponderou que a proposta em análise é diferente, mais ampla e abrangente. “A desoneração das folhas de salário aconteceu muito em cima de demandas específicas, pontuais, mas queremos fazê-las de maneira geral, ampla, sistêmica. Exatamente essas simulações que estamos tentando fazer.”

Para compensar eventuais perdas de arrecadação com a desoneração sobre a folha de salários, Cintra disse que poderia haver uma “tributação adicional em outras bases”, inclusive sobre tributos indiretos. Ele citou também o aumento da arrecadação com maior faturamento das empresas. Mas negou totalmente a hipótese de resgatar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o famoso imposto do cheque. É isso aí. Bola pra frente para a reconstrução nacional.

 

Anúncios

Médicos para todos

cubanos

Os petistas estão fazendo um tremendo alarido como se estivessem comemorando uma grande vitória, depois que o Ministério da Saúde divulgou um balanço informando que 1.462 profissionais com registros no Brasil e inscritos na segunda chamada do Programa Mais Médicos não se apresentaram nas localidades escolhidas.

Apenas 1.087 profissionais teriam se apresentado nos municípios no prazo definido, entre 7 e 10 de janeiro, mas uma próxima chamada está prevista para ocorrer nos dias 23 e 24, quando brasileiros graduados no exterior terão a chance de selecionar municípios de alocação pelo site do programa. Nos dias 30 e 31 de janeiro, médicos estrangeiros poderão acessar o sistema e optar por localidades com vagas em aberto.

Mas o PT preferiu comemorar aquilo que chama de retrocesso, inclusive com ampla postagem de texto inteiramente deturpado em seu site, criticando o presidente Jair Bolsonaro por ter “expulsado” os médicos cubanos ao fazer críticas aos profissionais, que abrigariam entre eles terroristas e doutrinadores marxistas das populações interioranas a pretexto de prestar-lhes assistência em áreas remotas do território nacional.

Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Pelo que se sabe, Bolsonaro liberou a participação de médicos de qualquer nacionalidade, inclusive cubanos, caso os brasileiros não se interessassem em trabalhar nas regiões Norte e Nordeste, mas desde que todos pudessem por as mãos integralmente em seus salários sem descontos em favor de seu país de origem.

Esse não é o caso dos cubanos, que são forçados a doar a maior parte do salário para os ditadores da Ilha, nem podem se fazer acompanhar de seus familiares, que permanecem como reféns em Cuba, para evitar que decidam migrar em definitivo para o Brasil, como aconteceu com vários deles, que simplesmente desistiram de voltar e permanecem por aqui.

Isso foi o bastante para os governantes cubanos desistirem de participar do programa, pois perderiam os repasses de milhões de reais que estavam sendo feitos por meio de um convênio fajuto firmado com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) ainda no governo Dilma Rousseff, já que o PT é simpatizante do regime marxista e fez de tudo para ajudar os ditadores do charuto.

atende

A comemoração dos petistas vai durar pouco, se é que realmente há algum motivo para comemorar, nem que as vagas deixadas pelos cubanos permanecessem totalmente em aberto, pois essa atitude iria contra os mais elementares princípios da dignidade humana ao condenar a população carente ao sofrimento por doenças diversas e acidentes.

O ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta, continua firme em sua convicção de que é preciso revisar amplamente o Mais Médicos e rebateu a afirmação de que faltam profissionais no Brasil, embora reconheça que estão mal distribuídos e prefiram viver nas grandes capitais.

Segundo ele, o país conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados. “Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fundo de Financiamento Estudantil e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde”, disse.

O ministério lançou, desde novembro, editais para a substituição de 8.517 cubanos que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI), que foram retirados abruptamente pelo governo cubano do Brasil numa tentativa clara de simplesmente implodir a assistência médica a milhões de brasileiros carentes moradores, em especial, em áreas longínquas e de difícil acesso no Norte e Nordeste.

Inicialmente, concorreram apenas médicos brasileiros com registro no país. Um novo edital, em andamento, seleciona também profissionais formados no exterior. Para os petistas, no entanto, a crise causada pela saída dos profissionais cubanos ainda está longe de acabar. Até agora, segundo o PT, muitos foram os episódios “que escancararam o despreparo do atual governo para lidar com o problema”.

mandeta

Dentro daquela velha e conhecida tática de quanto pior, melhor, o PT agora está torcendo para o agravamento da situação e joga com a possibilidade remota de outros quatro mil médicos brasileiros que já se apresentaram no trabalho deixarem os cargos para darem início às residências médicas do país. Caso isso se confirme, o problema voltará a afetar milhões de brasileiros que vivem sobretudo em regiões carentes e afastadas de todo o Brasil.

Os petistas pintam um quadro inteiramente diferente em relação à estratégia do novo governo, que simplesmente não admite repassar o dinheiro para a ditadura cubana. E dizem que Bolsonaro ainda tenta buscar os profissionais do país caribenho que permaneceram aqui, na tentativa de reintegrá-los ao programa.

Bolsonaro nunca proibiu os médicos cubanos de continuarem prestando serviço, simplesmente acha injusto que descontem até 80% de seus salários compulsoriamente para manter os burocratas do PC em Havana, como se fato fossem escravos do regime e estivessem trabalhando apenas para financiar os ditadores.

Eles classificam essa atitude de Bolsonaro, erroneamente, como mais um capítulo de “suas idas e vindas”, que mostrariam o total despreparo e falta de conhecimento das políticas públicas brasileiras. Dizem os petistas que Bolsonaro adotou a tática de colocar raposas para tomar conta do galinheiro, “pois a pasta foi assumida por Luiz Henrique Mandetta (DEM), investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois. E ele conta com o apoio na chefia do programa de Mayra Pinheiro, declarada inimiga dos cubanos”.

clinicos

Em 2013, na implementação do programa, Mayra participou de protesto na Escola de Saúde Pública do Ceará, quando médicos brasileiros, aliás muito apropriadamente, receberam os colegas de profissão cubanos chamando-os de “escravos”. Evidente que quem trabalha gosta de receber seus salários integralmente no fim do mês. Mas, petista parece que não se interessa por isso, haja vista a despreocupação do ex-governador Fernando Pimentel, que nunca conseguiu pagar em dia os servidores mineiros.

Os petistas têm a cara de pau de insistirem que o programa teve uma baixa adesão de brasileiros, esquecendo-se de que as vagas em aberto correspondem a apenas 17% do universo total de cerca de 8 mil postos de trabalho. É lamentável que cerca de 30% das vagas não tenham sido preenchidas em estados como Roraima, que tanto necessita assistir aos milhares de refugiados do regime bolivariano, que desfruta de prestígio inabalável junto ao PT apesar de todas as barbaridades cometidas.

Necessário se faz habilitar por meio do Revalida todos os profissionais que estiverem interessados em atuar no Brasil, sem qualquer viés ideológico. O atual momento é de acomodação e em breve a assistência será restabelecida em base segura e transparente, como deseja o novo governo, em relação a todo e qualquer ato. Exatamente ao contrário do que ocorria até recentemente, quando convênios eram firmados em sigilo por debaixo dos panos de Dilma Rousseff e Gleisi Hoffmann em conivência com a militância enlouquecida.

Semeando a discórdia

prateleira.jpg

Nem os sucessivos recordes registrados no mercado acionário em meio à queda da cotação do dólar e dos preços dos combustíveis, além do otimismo que passou a reinar na mente do brasileiro, que está bem mais confiante em relação ao emprego, conforme demonstra pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), têm servido para afastar as críticas de caráter pessoal ao presidente Jair Bolsonaro como se estivéssemos em campanha eleitoral.

Há pouco mais de quinze dias do início de seu mandato e ainda na fase de ajustes de sua equipe antes de deslanchar de vez as reformas para resgatar a dignidade da população e a crença nos valores da nação e da família, sem a ingerência de corruptos e de práticas nocivas na administração pública, Bolsonaro está sob vigilância permanente não apenas da oposição, o que é salutar no regime democrático, mas principalmente da mídia.

Fazer olho gordo tornou-se regra. Seus atos e atitudes estão sendo medidos e pesados pela imprensa como nunca ocorreu antes na história, nem no auge do mensalão ou do petrolão, quando alguns jornais e emissoras de rádio e TV se recusavam a reconhecer as falcatruas comandadas pelo do PT, só se interessando quando a Polícia Federal saía às ruas para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão de bens e valores desviados da União.

Enquanto jornalões como a “Folha de S. Paulo” e “O Globo”, além da TV Globo, se perdem em enfadonhas reportagens para tentar mostrar que a equipe governamental estaria batendo cabeça a todo instante, particularmente os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onys Lorenzoni, os preços da gasolina e do diesel recuam diariamente nas bombas, afastando de vez o risco de um novo locaute dos caminhoneiros e das empresas de transportes de cargas.

sadia

Uma greve com crise no abastecimento era tudo que a oposição queria para tumultuar o cenário neste início de ano. Mas nada disso está ocorrendo. Foi neste horizonte que está tendendo ao azul, propiciando voos bem mais tranquilos nesta viagem de quatro anos, que a CNI divulgou uma queda de 10,7 pontos percentuais no Índice do Medo do Desemprego, entre setembro e dezembro do ano passado, quando o Brasil começou a apontar para o fim do ciclo petista em conluio com o PMDB. Trata-se da maior queda observada no indicador desde o início da série histórica, em maio de 1996, portanto há mais de 20 anos.

Isso mereceu apenas registro discreto na capa dos jornalões do eixo Rio-São Paulo, de onde a mídia impõe o rumo da cobertura jornalística para o resto do território nacional. “O resultado positivo reflete o otimismo e a confiança que a maioria da população deposita no novo governo, e também a percepção crescente de superação da crise econômica, com perspectiva de aumento do crescimento econômico e queda do desemprego”, cita o documento da entidade da indústria.

Segundo a pesquisa, o medo do desemprego caiu em todas as regiões. O maior recuo foi na Região Sul, com queda de 16,9 pontos no período, passando de 62,7 pontos em setembro para 45,8 pontos em dezembro. As regiões Norte e Centro-Oeste, analisadas em conjunto, registram a segunda maior queda, de 12,9 pontos, ficando com 48 pontos em dezembro. No Nordeste, o índice teve retração de 9,8 pontos, indo para 63,3 em dezembro. E o Sudeste registrou a menor queda, de 8,3 pontos, ficando em 55,8 pontos em dezembro.

Pelo levantamento da CNI, o Índice de Satisfação com a Vida também melhorou em todas as regiões entre setembro e dezembro passados, com alta de 2,7 pontos, a maior da série iniciada em maio de 1999. A região Sul apresentou também o maior aumento na satisfação com a vida no período (+ 3,6 pontos), seguida de Nordeste (+ 3 pontos), Sudeste (+ 2,7 pontos) e Norte/Centro-Oeste (+ 1,5 ponto).

Mas nada disso serve aos pessimistas de plantão, críticos ferrenhos. Passou a ser um grave defeito o recuo de Bolsonaro, alertado sobre as repercussões de determinadas decisões, como se isso fosse simplesmente implodir o novo governo. Ao contrário dos mais céticos, Bolsonaro tem se mostrado sensível aos conselhos de seus assessores, exatamente ao contrário da cabeçuda Dilma Rousseff, que fez loucuras no Palácio do Planalto e dificilmente admitia qualquer falha como se fosse a mamãe sabe tudo.

mandao.jpg

O resultado dessa estupidez todo mundo já sabe. Em seus primeiros dias, o governo de Jair Bolsonaro teve a humildade de mudar de ideia e recuar de decisões que já estavam tomadas e anunciadas. Da área econômica à diplomacia e política, o vai e vem ocorreu pelo menos em três situações, como foi o caso do insignificante reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações externas, cujo decreto foi revogado e que se destinava a compensar a perda de arrecadação com a extensão de incentivos às regiões Norte e Nordeste.

Na cabeça de petistas e da mídia esquerdosa, a confusão teria exposto uma queda de braço entre o núcleo econômico do governo, comandado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que chegou a considerar a medida, e o núcleo político liderado por Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, que via o decreto como impopular. Bolsonaro também voltou atrás em relação à instalação de uma base militar dos Estados Unidos no Brasil devido as reações das Forças Armadas.

O motivo de tanto ódio da imprensa é porque, ainda na primeira semana de governo, Bolsonaro iniciou um pente-fino na publicidade governamental. A intenção dele é cortar gastos. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência disparou um ofício para as assessorias de imprensa dos ministérios solicitando informações sobre os contratos de publicidade, com o objeto específico das contratações, a empresa prestadora de serviço, a data de assinatura e a vigência do acerto, principais produtos entregues, além do valor e de quantas prorrogações ainda podem ser feitas.

E a última polêmica envolveu o Ministério da Educação. O governo de Jair Bolsonaro anulou mudanças nos critérios de avaliação dos livros didáticos, depois que a medida foi divulgada. Tinham sido retirados do edital a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas e itens que impediam publicidade e erros de revisão e impressão. O governo informou, no entanto, que “os erros foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC” e enviada em 28 de dezembro de 2018. ” O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, tornou “sem efeito” o aviso de retificação do edital.

Até mesmo em relação ao número de ministérios que teria a atual administração, inicialmente estimado de 15 a 17, mas que fechou e 22, a imprensa tem procurado algo escandaloso. Diante de tanta futrica, Bolsonaro não é do tipo de quem leva desaforo pra casa, nem delega a ninguém o ato de retrucar, embora devesse se abster de alimentar certas polêmicas. Assim, em uma semana, 32% das publicações do presidente foram dedicadas a críticas à imprensa e à sigla de oposição ao seu governo. No total, foram 22 ações nesse sentido entre as 68 divulgadas em sua conta oficial no Twitter nos primeiros sete dias no cargo.

onyx

A maior parte das postagens foi destinada à imprensa – 17, contra 5 ao PT. Um dos alvos foi o jornal “Folha de S. Paulo”. Desde o período eleitoral, Bolsonaro já fazia declarações de ataque ao jornal, que havia produzido reportagens negativas ao então candidato do PSL. Uma das matérias de maior repercussão foi a que levantava dúvidas sobre as contas de campanha, que teria recebido contribuição irregular de empresas para disparos de mensagens por meio do WhatsApp.

Antes de ser eleito, o capitão chegou a afirmar que o jornal paulista é a maior fake news do Brasil e ameaçou cortar a verba publicitária do jornal. Em entrevista a TV Globo, o presidente declarou que “por si só, esse jornal se acabou”. Ele discutiu também com seu oponente Fernando Haddad pelas redes sociais, chamando-o de “marmita” e de “fantoche do presidiário corrupto”.

Mas Bolsonaro não deverá ser um novo Trump, pois não é irredutível como a oposição gostaria, nem o ditador ou o capeta que o PT tentou vender para amedrontar o eleitorado. E ele saberá governar para todos tão logo se conclua o aquecimento dos motores. Aí, sim, o Brasil decolará como um jato no rumo do crescimento. Essa é a aposta que precisa ser feita, já que não vai adiantar continuar semeando pé de vento na expectativa de colher tempestade no Planalto Central. A trama está muito na cara para lograr êxito.

Afinal o que está acontecendo é o seguinte e precisamos tirar proveito disso: o dólar teve a quarta semana consecutiva de queda, acumulando baixa de 5,12% nos últimos 30 dias. Já o real é a divisa que mais se valorizou ante a moeda americana neste começo de 2019, considerando um ranking de 143 países preparado pela Austin Rating.

Na última sexta-feira, a moeda americana teve um dia de instabilidade, em dia de fraca liquidez, acompanhando o movimento do dólar no exterior, que subiu ante o euro e moedas de alguns emergentes, como o México e a Turquia, em meio a preocupações sobre o fechamento do governo americano, que já dura três semanas, a desaceleração da economia mundial e os rumos das conversas comerciais entre a Casa Branca e Pequim.

 

Armados contra o crime

bolsonaro.jpg

Se um simples decreto regulamentando o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo, que continuou sendo feita e contrabandeada em grande escala durante todos esses anos à revelia do Estatuto do Desarmamento, sob a vista grossa das autoridades, está rendendo tanta polêmica na imprensa e nas redes sociais, o que diria estivéssemos discutindo neste momento a reintrodução da pena de morte no Brasil?

Sim. Talvez esse fosse o melhor remédio para desestimular assassinos, sequestradores, estupradores e traficantes, que estão espalhados por aí infernizando a vida do cidadão pagador de impostos. O enforcamento, a cadeira elétrica ou o fuzilamento, modalidades mais conhecidas de execução, são a maior garantia de que o criminoso não voltaria a reincidir uma vez debaixo de sete palmos de terra.

O fato é que a bandidagem deve estar rindo à toa diante da polêmica que se instalou em virtude do decreto baixado pelo presidente Jair Bolsonaro, cumprindo uma de suas principais promessas de sua vitoriosa campanha. Não devemos nos esquecer que a população fartou-se da condição de refém dos facínoras, sem qualquer chance de defender-se dentro de seu lar ou estabelecimento comercial.

Basta perguntar a qualquer dono de padaria, bar, lanchonete, frentista de posto de gasolina, motorista de caminhão de entrega de gás e mercadorias ou caixa de banco, principalmente, o que acha da possibilidade de ter dentro da gaveta do balcão ou no porta-luvas do veículo um revólver, para que se tenha noção do atual nível de insegurança e aplauso ao decreto presidencial.

armas

“Como o povo soberanamente decidiu, para lhes resguardar o legítimo direito à defesa, vou agora, como presidente, usar esta arma”, afirmou Bolsonaro, mostrando a caneta Bic com a qual estava assinando o decreto e com a qual ainda vai assinar, se Deus quiser, muitas medidas para restabelecer a ordem no Brasil e o respeito à lei e às autoridades constituídas livremente no regime democrático.

“Estou restaurando o que o povo quis em 2005”, acrescentou Bolsonaro, mencionando o referendo realizado há 14 anos, que aprovou a liberação da posse de armas, coisa que os petistas nunca permitiram acontecesse. Afinal, porque este partido é tão frequentemente apontado como o mais interessado no desarmamento da população? Teria o PT algum receio de uma revolta popular contra seu governo? Só pode.

Ainda agora a sigla pretende insurgir-se contra o decreto recorrendo ao Supremo Tribunal Federal (STF)  e vai colocar na conta do capitão qualquer bala perdida que achar a cabeça de alguém. O decreto refere-se exclusivamente à posse de armas. O porte de arma de fogo, ou seja, o direito de andar com a arma na rua ou no carro, como se estivéssemos no Velho Oeste, como deseja fazer transparecer a oposição, não foi incluído no texto, que, sob este aspecto, ainda é tímido em relação aos EUA e vários países.

Uma medida provisória determinando a obrigatoriedade do recadastramento de armas de fogo será editada até o final do mês. Na cerimônia de assinatura do decreto sobre posse de armas, Bolsonaro mencionou que a decisão sobre o recadastramento ficou para um segundo momento. Segundo ele, a medida vai solucionar a questão, acrescentando que a Polícia Federal poderá ter a ajuda de outras polícias para atender a demanda de recadastramento.

“A questão do recadastramento, que será tratada futuramente, talvez por medida provisória, nós vamos solucionar. Sabemos que a Polícia Federal teria sérias dificuldades para absorver a demanda. Estamos sugerindo ao senhor ministro da Justiça a possibilidade de firmar convênios com a Polícia Militar e a Polícia Civil”, disse o presidente. A medida provisória deve definir um prazo delimitado para os cidadãos que tiverem armas de fogo com cadastro vencido possam ser recadastradas, desde que não tenham sido usadas para cometer crimes.

fuzis

A partir do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, cidadãos brasileiros com mais de 25 anos poderão comprar até quatro armas de fogo para guardar em casa. O texto regulamenta o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo e munição no país, uma das principais promessas de campanha dele.

Citando o referendo de 2005 em que a população rejeitou a proibição do comércio de armas de fogo, Bolsonaro argumentou a necessidade do decreto. “O povo decidiu por comprar armas e munições, e nós não podemos negar o que o povo quis naquele momento. Em toda minha andança pelo Brasil, ao longo dos últimos anos, a questão da arma sempre estava na ordem do dia. Não interessa se estava em Roraima, no Acre, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina ou Rio de Janeiro.”

O decreto já está valendo, pois já foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e refere-se exclusivamente à posse de armas. Convém lembrar, mais uma vez, que o porte de arma de fogo, ou seja, o direito de andar com a arma na rua ou no carro não foi incluído no texto. A esquerda está fazendo confusão de propósito na tentativa de disseminar a desinformação para causar confusão na cabeça das pessoas e assim justificar sua ação na tentativa de derrubá-la.dilma

Os cidadãos deverão preencher uma série de requisitos, como passar por avaliação psicológica e não ter antecedentes criminais, o que não são os casos de Lula e sua turma. O que muda com o novo decreto é que não há necessidade de uma justificativa para a posse da arma. Antes esse item era avaliado e ficava a cargo de um delegado da Polícia Federal, que poderia aceitar, ou não, o argumento.

“E o grande problema que tínhamos na lei é comprovação da efetiva necessidade, isso beirava a subjetividade, então, bem costurado, com os senhores ministro da Justiça e Defesa, entre outros, chegamos à conclusão de que tínhamos, sim, como não driblar, mas fazer justiça com esse dispositivo previsto na lei, de modo que o cidadão pudesse, sem a discricionariedade, obter, observando alguns outros critérios, a posse da sua arma de fogo”, disse Bolsonaro.

Além de militares e agentes públicos da área de segurança ativos e inativos, poderão adquirir armas de fogo os moradores de áreas rural e urbana com índices de mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes, conforme dados do Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Donos e responsáveis por estabelecimentos comerciais ou industriais também poderão adquirir o armamento, assim como colecionadores de armas, atiradores e caçadores, devidamente registrados no Comando do Exército. O limite de quatro armas poderá ser flexibilizado, caso o cidadão comprove a necessidade de adquirir mais, como, por exemplo, ser possuidor de mais de quatro propriedades rurais ou urbanas.

“Na legislação anterior se poderia comprar meia dúzia de armas, na prática não poderia comprar nenhuma, ou então era muito difícil atingir esse objetivo. Com a legislação atual, pode-se comprar até quatro, e ele, preenchendo esses requisitos, cidadão de bem, com toda certeza, poderá fazer uso dessas armas”, afirmou o presidente.

armados

De acordo com o decreto, caso na residência haja criança, adolescente ou pessoa com doença mental será necessário apresentar uma declaração de que existe um cofre ou outro local seguro com tranca para o armazenamento da arma. O registro e a análise da documentação continuam sob responsabilidade da Polícia Federal, mas, segundo Bolsonaro, futuramente, de acordo com a demanda, poderá haver convênios com as polícias militares e civis para esse trabalho.

O prazo para a renovação do registro da arma de fogo passará de cinco anos para 10 anos. Os registros ativos, feitos antes da publicação do decreto, estão automaticamente renovados pelo mesmo período. Resta agora aguardar para ver se realmente essa medida vai provocar o massacre previsto pelos petistas, fazendo pouco da responsabilidade do brasileiro e de sua capacidade em defender-se dos bandidos.

sem-terra

Mas, apesar de todas suas precauções, os petistas nunca se preocuparam em controlar a violência praticada por integrantes dos chamados movimentos sociais, como os sem-terra e sem-teto, que invadem e tocam fogo em propriedades particulares armados com facões, pedras, paus, espingardas e revólveres, transformando fazendeiros e seus familiares em reféns de suas ações criminosas. Agora, claro, na ausência da polícia, serão recebidos à bala.

Os petistas sempre foram simpáticos e coniventes com essas ações dos sem-terra e sem-teto, entendendo que serviam apenas para fazer justiça social na luta contra a desigualdade. E foi pensando assim que o radicalismo tomou conta de suas lideranças, que por muitos anos fizeram grande baderna no interior do país e ainda hoje estão se articulando para fazer oposição ao governo federal com unhas e dentes.

Não se pode dissociar a atual onda terrorista cearense dessa movimentação da bandidagem, pois muitos já aprenderam a dinamitar pontes e viadutos, torres de eletricidade e de telecomunicações ao melhor estilo dos guerrilheiros das antigas Farcs colombianas. Não são atos isolados e se não houver uma reação enérgica das tropas federais, eles vão estender suas ações criminosas para o resto do país.

 

 

O tri de Lula no xadrez

gabriela.jpg

Sonhar nunca foi proibido, bem como acreditar na possibilidade de um OVNI pousar na Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, em plena luz do dia ou mesmo imaginar que qualquer time do nosso futebol venha um dia decidir o Mundial de clubes contra o Real Madrid, no Santiago Bernabeu, em partida ferrenhamente disputada até a prorrogação.

Faz parte da vida imaginar coisas, crer no incrível, no fantástico e no extraordinário, como nos mostram inúmeros filmes, para tentar achar uma explicação lógica para a própria marcha inexorável da existência humana, que tem prazo certo de duração, com princípio, meio e fim, embora desconhecido de todos os mortais.

Esses são alguns mistérios que permanecem insolúveis ao longo de séculos e séculos de nossa história, gerando certa insatisfação e frustração, pois somos uma espécie estudiosa e muito curiosa de fenômenos inexplicáveis, como a própria grandeza do espaço cósmico, um dos maiores desafios desde que o homem olhou pra cima pela primeira vez.

Essas são algumas observações que podemos fazer no instante em que os petistas desmontam acampamento nas imediações da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Lula está preso desde 7 de abril do ano passado, jurando inocência, cumprindo pena de 12 anos e um mês em regime fechado pelo recebimento de propinas no caso do tríplex do Guarujá.

A militância vem sendo levada ao sacrifício pelos filósofos e membros da Direção Nacional do PT, que não se importam em fazer de todos uma espécie de bucha para amortecer as graves decisões que vêm sendo tomadas pelo Judiciário, que sistematicamente tem recusado todos os recursos impetrados em favor de Lula visando sua libertação.

Trata-se de um sacrifício sem glória, pois as provas dos diversos crimes praticados por Lula estão se revelando robustas e esclarecedoras, de forma que até abril próximo a expectativa é que sua pena triplique com as novas condenações em processos já conclusos para sentença, como os relativos a compra de um terreno para o Instituto Lula, de um apartamento em São Bernardo do Campo e o da reforma do sítio de Atibaia.

Na mesa da juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal, estão dois processos da Operação Lava Jato contra o ex-presidente, que podem ter sentenças até abril, quando o petista completa um ano de prisão. Na época de sua detenção, após um ato público na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, que acabou se transformando num enorme espetáculo circense, ninguém acreditava que ele um dia iria parar na cadeia, muito menos por tanto tempo.

lulinha

A realidade tem se mostrado bem diferente para Lula e seus seguidores chamados jocosamente de “jumentos”, pois que tiveram sua capacidade de discernir entre o falso e o verdadeiro e o bem e o mal seriamente comprometida por uma enorme lavagem cerebral feita pelos doutos petistas de forma até inconsciente ao longo de anos.

Assim, em caso de condenações, os dois processos podem – segundo investigadores e advsogados – triplicar a pena de prisão de Lula, já que a juíza Gabriela deu mostras de que não está para brincadeira, nem vai tolerar piadas de quem quer seja durante as audiências, muito menos ataques gratuitos à figura de seu antecessor. Nestas duas ações penais, o petista é acusado de receber propina de empreiteiras por meio dos imóveis em troca de contratos da Petrobras.

O caso do terreno deve ser o primeiro a ser julgado. Está concluído para sentença desde 12 de dezembro. A ação do sítio chegou para a juíza substituta na semana passada e pode ser julgada também por ela. Por isso mesmo, o cenário é péssimo às pretensões de Lula, que ainda almeja ser ser agraciado com o Prêmio Nobel da Paz por indicação do argentino Adolfo Perez Esquivel.

Advogados e investigadores que atuam nos processos consideram o acervo de provas dessas ações mais robusto que o da primeira sentença, em que Lula foi condenado por Moro em julho de 2017, no caso do triplex do Guarujá. O então juiz sentenciou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses de prisão, mas posteriormente a pena foi aumentada na segunda instância para 12 anos e 1 mês.

Uma das provas desse acervo é a delação da Odebrecht, que será usada pela primeira vez na Justiça contra Lula. O material reúne e-mails do empresário Marcelo Odebrecht, planilhas – entre elas a “Italiano”, referente a uma conta “gerenciada” pelo ex-ministro e delator Antonio Palocci -, registros contábeis do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, como era chamado o “departamento de propinas” da empreiteira, e as confissões dos 77 executivos e ex-executivos da empresa.

esquivel.png

Nos arquivos do MyWebDay e Drousys – programas de computador que serviram para controle contábil e de comunicação de despesas ilícitas da Odebrecht – estão boa parte das transações que teriam Lula – identificado como “Amigo” nos registros da empresa – como beneficiário de corrupção.

Outro material apontado como prova contra Lula nos processos são os registros de custeio e montagem da cozinha do sítio de Atibaia pela OAS. São notas fiscais, projetos, e-mails e prestações de contas dos envolvidos. Esse mesmo tipo de material foi usado na sentença do ex-presidente no caso do tríplex.

O acervo, segundo investigadores, conta ainda com contratos e recibos “simulados”, lançamentos contábeis de pagamentos que teriam ocultado propinas, e-mails, anotações, ligações telefônicas, confissões de colaboradores, laudos periciais, entre outros, que comprovariam o envolvimento de Lula na corrupção na Petrobras.

Nas alegações finais dos dois processos em que pede a condenação de Lula, o Ministério Público Federal disse ter apresentado “vasto, sólido e coeso acervo probatório”. Lista “provas documentais, testemunhais e periciais, inclusive obtidas em diligências de busca e apreensão ou afastamento de sigilo bancário, fiscal e telemático”.

Os procuradores anexaram ainda documentos que, segundo a força-tarefa, indicam que Lula atuou em 2009 para garantir a “perpetuação (do esquema), deixando de adotar qualquer providência para fazê-lo cessar”. Os processos apontam acerto de cerca de R$ 230 milhões em propinas da Odebrecht e da OAS com políticos e agentes públicos ligados ao PT.

A defesa de Lula, sem argumentos para defendê-lo, sustenta que a indicação de diretores da Petrobras estava relacionada ao papel de Lula como presidente, não de “líder ou sequer participante de um esquema criminoso”. Segundo os advogados, não há provas de que ele é o dono do sítio e o imóvel, comprovadamente, pertence a Fernando Bittar e Jonas Suassuna. “Não sendo dono, não é o beneficiário das benfeitorias ” Contesta ainda provas de que o petista teve envolvimento direto com a compra do terreno destinado ao instituto.

hoffmann

Os advogados apontam supostas nulidades do processo e pedem a absolvição do petista. Nas alegações finais do processo do sítio, a defesa dedica um capítulo à parte ao aceite de Moro para chefiar o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro. Para os defensores, nem o ex-juiz nem Gabriela Hardt têm imparcialidade para julgar o petista, tese defendida com entusiasmo pela senadora Gleisi Hoffmann.

Apegando-se nesses farrapos de argumentos, os advogados querem a libertação de Lula. O site oficial do PT tem sido pródigo em informações sobre as supostas conquistas do governo Lula nos anos dourados do petismo, quando o ex-presidente jurou solenemente que era preciso superar a fome, a pobreza e a exclusão social e teria retirado quase 30 milhões da linha da miséria. O saldo dessa política, infelizmente, está aí pra todo mundo ver, com fraudes a torto e a direito em todos os programas sociais petistas.

Isso é o que teria motivado Esquivel a levar a uma campanha para incluir Lula entre os concorrentes do Prêmio Nobel da Paz. A iniciativa do ativista, que levou a honraria em 1980 por seus esforços pelos direitos humanos contra as ditaduras então presentes na América Latina, foi lançada em 5 de abril do ano passado, dois dias antes de o ex-presidente ser levado ao cárcere por apenas um de seus crimes.

Comparar Lula com outros notáveis que receberam tal distinção, como o próprio Esquivel e o pastor negro Martin Luther King, não tem qualquer propósito. E tem sido motivo de piada mundo afora. As últimas ações dos petistas têm se notabilizado pelo absurdo, como foi a própria viagem da senadora Gleisi Hoffmann a Venezuela para solidarizar-se com um ditador sanguinário.

No beco sem saída

pimentel

Jornais e revistas de circulação nacional têm publicado longas análises sobre a herança maldita de Fernando Pimentel, que destroçou as finanças de Minas, deixando um rombo monstruoso estimado em mais de R$ 30 bilhões, o que inviabiliza qualquer previsão de normalização da administração pública antes, no mínimo, dos próximos dez anos, mesmo assim se o governador Romeu Zema adotar rigoroso controle de gastos e amplo enxugamento da máquina.

Chorar sobre o leite derramado já não resolve, mas é inteiramente válido cobrar do Judiciário uma ação mais enérgica e exemplar no caso de Pimentel, para que outros governantes não se atrevam a repetir as loucuras do petista, que, ao melhor estilo de Dilma Rousseff, a inseparável companheira de militância clandestina, também pedalou à vontade para camuflar o rombo.

Zema herdou um fardo tão pesado que terá uma mínima margem de manobra para evitar o descalabro administrativo nos próximos meses, pois a situação, dizem todos, é de terra arrasada e a desolação é total na Cidade Administrativa, esvaziada nestes primeiros dias de governo diante das milhares de exonerações de servidores comissionados, muitos deles petistas de carteirinha.

Os servidores estão apavorados, mas cientes de que o governador tem feito das tripas o coração para tentar pagar seus vencimentos, enquanto elabora o seu projeto de reforma administrativa para envio à Assembleia Legislativa com propostas de redução de despesas e privatização de estatais. Zema está raspando o caixa para pagar salários e pelo menos diminuir os atrasos.

divida

Foi assim que a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) pôde, após análise do fluxo de caixa, antecipar em uma semana a escala e fazer os pagamentos de servidores da segurança pública e da saúde. Nesta segunda-feira, será pago o valor de até R$ 3 mil para os servidores ativos, inativos e pensionistas das duas áreas de prestação de serviços continuados. Na mesma data, todos os servidores de outras áreas receberão até R$ 2 mil. Já no próximo dia 28, conforme anunciado, será feito o depósito do restante dos salários de todos os servidores.

Pode ser pouco, mas é tudo que o governo pode fazer no momento diante do quadro de horror deixado pelo petista: no apagar das luzes do seu governo, Pimentel apresentou à Assembleia Legislativa relatório no qual admitia uma dívida de R$ 11,4 bilhões de restos a pagar, despesas empenhadas, mas ainda não honradas. Ao auditar as contas do governo, porém, a equipe de Zema descobriu um monstro muito mais feio.

Até agora, o que se verificou é que ele pode ultrapassar os R$ 30 bilhões. Uma parte significativa desse montante refere-se ao não pagamento de servidores. “Tentaram maquiar o comprometimento com folha, deixando na casa do limite prudencial, que é de 46,5%. Mas, confrontando com os dados do Tesouro, atualmente está em quase 80% esse comprometimento”, disse à revista “Isto É” uma fonte da Secretaria de Fazenda.

Além disso, Pimentel ainda tentou aprovar um fundo que seria composto por receitas tidas como praticamente virtuais, pois que oriundas de um ressarcimento da ordem de R$ 135 bilhões que Minas teria a receber da União por perdas relacionadas com desonerações do ICMS de produtos primários e semielaborados destinados a exportação.

Trata-se da famosa Lei Kandir, que está em discussão até hoje, mas Pimentel queria porque queria fazer deste fundo o amortecedor para fugir do enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), vinculando sua receita a liquidação de uma dívida superior a R$ 12 bilhões junto as prefeituras, proveniente do represamento de repasses constitucionais para a educação e saúde devidos aos municípios.

Essa foi uma outra tentativa de pedalar para enganar trouxa, mas os prefeitos prontamente reagiram mediante uma notável queda de braço com os deputados da base de apoio do governo petista na Assembleia, o que resultou no arquivamento do projeto. Pimentel queria empurrar os prefeitos com a barriga e livrar-se da perspectiva de punição e mesmo cana.

zema

Mais de uma vez nos últimos dias, o governador Romeu Zema disse que a situação é de falência. Zema fala com tanta eloquência a respeito, que parece não sabia o tamanho do problema que o aguardava. Talvez esteja até mesmo arrependido de enfiar-se nesta cumbuca, deixando de lado a tranquilidade de suas “lojinhas” para administrar o que no momento é totalmente inadministrável. “A falta de austeridade dos últimos anos levou o Governo de Minas a um ponto sem volta”, declarou.

Para tentar viabilizar um pacto por Minas envolvendo todos os atores, inclusive o Judiciário, Zema disse que se nada for feito o rombo vai atingir a irremediável cifra de R$ 100 bilhões. Zema pediu que, nesse esforço, a disputa ideológica seja deixada de lado. “Por isso, peço a todos, deputados e deputadas, com a devida deferência, que tenham consciência da gravidade da situação e reflitam a respeito sempre que um projeto entrar em votação”, disse o governador, em seu discurso de posse.

Um bom teste para essa aliança deve ocorrer já na primeira semana de trabalhos na Assembleia. Zema vai apresentar projeto da reforma administrativa, que pretende enxugar a máquina pública. Essa seria uma forma de reduzir as despesas com os servidores, inflada com o inchaço da folha de pagamento com comissionados durante a gestão de Pimentel. No fim de 2015, ele chegou a prometer cortar em 20% o quadro de funcionários. Ao contrário, aumentou ainda mais o número de servidores.

Segundo dados oficiais, Minas tem hoje 400 mil funcionários, o equivalente a uma população de cidade como Montes Claros, e gasta, por ano, quase R$ 50 bilhões, 13% acima do que conseguiu arrecadar em tributos. A conta, evidentemente, não fecha.

A folha de pagamento e outras despesas geradas pela irresponsabilidade de Pimentel acendeu uma luz mais que amarela no novo governo. As despesas com o funcionalismo estão em 79% da receita corrente líquida, bem acima do limite prudencial de 46,5% estabelecido pela LRF. A Secretaria de Fazenda ainda não concluiu o levantamento para saber a real situação do desgoverno deixado por Fernando Pimentel.

fpm

A única maneira de aliviar o estrago feito pela gestão de Pimentel em Minas em curto prazo é a liberação de R$ 135 bilhões referentes ao ICMS das exportações. Desse total, sobrariam apenas R$ 45 bilhões, pois R$ 90 bilhões retornariam aos cofres do governo federal, que também é credor de Minas Gerais. O problema é saber se o governo Bolsonaro, que também precisa contornar suas crises, poderá mesmo ressarcir os cofres mineiros. Enquanto isso, Zema viverá seu inferno astral para administrar o Estado.

Somente com relação a repasses de ICMS e IPVA a municípios, Pimentel deixou uma dívida de R$ 12 bilhões. A dívida com a Previdência dos Servidores gira em torno de R$ 18 bilhões. Além disso, o governo deixou de repassar aos bancos públicos R$ 2 bilhões referentes a empréstimos consignados descontados na folha de pagamento dos funcionários, o que caracteriza crime de apropriação indébita. Mesmo assim, ele aumentou a remuneração dos servidores em 20%, passando a gastar 13% a mais do que arrecada.

Por isso, não dá nem para tampar um buraco no dente a receita maior que o governo estadual obtém em janeiro com o IPVA, que começa a vencer nesta segunda-feira. Os contribuintes poderão optar por quitar o tributo à vista (parcela única), com desconto de 3%, ou pagar de forma parcelada, sem o desconto. Os servidores públicos estaduais, que não tiveram o 13º salário pago pelo governo anterior, poderão quitar o imposto até o dia 30 de abril.

Em comparação ao IPVA 2018, houve uma redução média de 3,17% do imposto, levando-se em conta a depreciação dos veículos. A estimativa de arrecadação do IPVA 2019 é de R$ 5,44 bilhões. Em relação a 2018, esse valor representa aumento de 7%, R$ 356 milhões a mais. A frota tributável de IPVA teve um aumento de 370 mil veículos (3,95%), na comparação com o ano passado, totalizando 9.738.023.

Trata-se, evidente, de uma boa quantia, mas infelizmente insuficiente para que Zema possa tampar tantos buracos deixados pelo infeliz e arrogante petista que nos governou até recentemente.

Somente do acumulado com ICMS e Fundeb devido aos municípios, os débitos chegam a R$ 5 bilhões. Num ato de misericórdia, na semana passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, liberou R$ 443,3 milhões que estavam bloqueados no Banco do Brasil por conta da contrapartida do governo mineiro com a instituição relativamente a programas de desenvolvimento da infraestrutura rodoviária. Isso ajudou, mas é pouco.

 

Imagens da destruição

maduro

Praticamente na marra e desafiando a Assembleia Nacional Constituinte e vários organismos internacionais, o presidente Nicolás Maduro tomou posse, nesta quinta-feira, para um terceiro mandato à frente do governo da Venezuela, país literalmente destruído pela ditadura bolivariana, mas que ainda merece o apoio de políticos brasileiros ligados ao PT e de meia dúzia de líderes comunistas da esquerda latino-americana.

Como antecipamos neste blog, prestigiou e aplaudiu o trágico acontecimento a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que aproveitou para deitar críticas severas ao presidente Jair Bolsonaro e aos novos rumos da política externa brasileira, embora nem todos da cúpula de seu partido estejam satisfeitos com essa viagem da futura deputada paranaense, julgando-a fora de hora e sem propósito.

De fato não fez o menor sentido a presença de Gleisi em Caracas no momento em que a própria Organização dos Estados Americanos (OEA) aprova declaração conjunta na qual diz que não reconhece a legitimidade do novo mandato do presidente reeleito da Venezuela, Nicolás Maduro, para um mandato que vai até 2025.

gleisi

“Saudamos o compromisso dos países das Américas reconhecendo como ilegítimo o regime de Nocolás Maduro. O povo da Venezuela não está sozinho, seguimos trabalhando para recuperar a democracia, os direitos e as liberdades de todos”, afirmou o secretário-geral da OEA, Luís Almagro, via sua conta pessoal no Twitter.

O Conselho Permanente da OEA se reuniu extraordinariamente para discutir a situação de Maduro e da Venezuela. A declaração foi aprovada com 19 votos a favor, 6 contrários, 8 abstenções e 1 ausência. O Brasil votou favoravelmente à medida. Ao lado da Venezuela ficaram Bolívia e Nicarágua, entre outros países de menor expressão no continente.

No começo do mês, o Grupo de Lima, formado por 14 países, inclusive o Brasil, aprovou manifestação semelhante, na qual recomenda que Maduro transmita o poder para a Assembleia Nacional, que assumirá o compromisso de promover novas eleições. Maduro foi eleito ano passado e houve uma abstenção avaliada em torno de 60%. A oposição, que comanda a Assembleia Nacional, levanta dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral.

O governo brasileiro foi enfático e por meio do Ministério das Relações Exteriores reiterou a defesa pela “restauração da democracia” na Venezuela e o não reconhecimento da legitimidade do segundo mandato presidencial de Nicolás Maduro. Em nota, o Itamaraty informou que mantém a confiança na Assembleia Nacional Constituinte e o apelou para novas eleições no país.

“O Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela e seguirá coordenando-se com todos os atores comprometidos com a liberdade do povo venezuelano”, diz o documento do Itamaraty.

A mesma posição foi ratificada pelo Brasil durante reunião do Grupo de Lima no último dia 4, na capital peruana, que defendeu a transmissão do poder para o parlamento venezuelano e a convocação de novas eleições para escolha de presidente da República. O que, afinal, Gleisi e seu partido esperam da Venezuela? O que ela teria visto por lá que merecesse apoio incondicional dos petistas?

A Venezuela é na atualidade um país empobrecido com uma população perseguida e sem direito ao essencial para sobreviver com um mínimo de dignidade. Sem medicamentos nas farmácias, atendimento médico-hospitalar nos hospitais sucateados, sem acesso a alimentos nos supermercados com prateleiras vazias e lixo espalhado pelas ruas onde bandos de miseráveis catam algo para matar a fome, a Venezuela está à beira de uma guerra civil.

A seguir tomamos emprestadas de “Veja” algumas imagens do cotidiano dos venezuelanos que Gleisi dificilmente vai mostrar à militância petista na reunião de avaliação de sua viagem e aventura pela terra de Maduro, que estaria no centro de uma guerra mundial, segundo alertou o ditador em sua sede de poder, apesar de governar praticamente sitiado dentro do Palácio de Miraflores, em Caracas, de onde saem as ordens para torturar e matar seus principais adversários.

Milhares já fugiram para o Brasil e nações vizinhas da tirania sem fim e do show de pancadaria da Guarda Nacional Bolivariana, a tropa de elite de Nicolás Maduro, que funciona ao melhor estilo das SS nazistas.  Vale a pena conferir as imagens abaixo de profissionais da Reuters, Yuri Cortez/AFP, Juan Barreto/AFP, Marco Bello/Reuters, Roman Camacho/SOPA, Images/LightRocket/Getty Images, Humberto Matheus/NurPhoto/Getty Images, Images/LightRocket/Getty Images, Rayner Pena/picture alliance/Getty Images.

açouguecama hospfrutashospitallxoprateleiraremediossuper